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Agreção física e Pisicológica contra mulher

Perfil do agressor

 01/12/2015   Por: Renata Martins com base Cindy Dier "Terapia para marido agressor é igual a tratamento anti-drogas"
Agreção física e Pisicológica contra mulher

Cobertura sobre os casos de agressão ganha destaque, mas debate sobre Lei Maria da Penha é esquecido Estudo revela comportamento da imprensa diante do tema Violência contra a Mulher Noticiário está focado em casos individuais, em detrimento de discussão mais ampla sobre o fenômeno Fontes oficiais são as mais citadas nas reportagens, em especial representantes da Polícia Mais de 20% das notícias sobre o tema são destacadas em chamadas de capa Conflitos e contradições na aplicação da Lei Maria da Penha não são foco de atenção. Políticas públicas também permanecem fora da pauta. Monitoramento pioneiro teve como base a produção editorial de 16 jornais de todo o País ao longo de 2010. Foram analisadas 1.506 notícias

 Dados extraídos do estudo “Análise da Cobertura da Imprensa sobre Violência contra Mulher”.

E mbora a violência cometida contra mulheres seja pauta presente nos jornais impressos brasileiros – tanto os de veiculação nacional como os de alcance regional/local –, a qualidade desse noticiário, em termos de abrangência e aprofundamento investigativo do conteúdo, ainda encontra desafios. Estudo pioneiro realizado pela ANDI – Comunicação e Direitos e pelo Instituto Patrícia Galvão, no âmbito de projeto vinculado ao Observatório Brasil de Igualdade de Gênero (Eixo Comunicação e Mídia), revela que o foco majoritário dessa cobertura está em fatos individualizados, relatados a partir de um viés policial, deixando de lado uma abordagem mais ampla do problema. O monitoramento – que teve como base a produção editorial de 16 jornais impressos de todo o País, entre os dias 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2010 – revela que, mesmo após a entrada em vigor da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), os veículos noticiosos brasileiros ainda têm dificuldades em tratar a violência contra as mulheres enquanto fenômeno complexo e multidimensional.

QUAIS FORMAS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER SÃO ABORDADAS PELA IMPRENSA?

Tipo de violência % Física 48,68 Sexual (cometido contra maiores de 14 anos) 11,22 Abuso sexual (cometido contra menores de 14 anos) 7,97 Cárcere privado 7,89 Psicológica 3,25 Moral 2,32 Exploração sexual infantil 1,70 Exploração sexual 1,55 Patrimonial 1,16 Tráfico de meninas e mulheres 1,16 Violência ou injúria racial 0,54 Outra 12,54

COBERTURA ESTÁ FOCADA EM CASOS INDIVIDUAIS, EM DETRIMENTO DE DISCUSSÃO MAIS AMPLA SOBRE O FENÔMENO

A principal característica da cobertura sobre violência contra as mulheres é a individualização do problema: 73,78% das notícias analisadas trazem esse enfoque. Ou seja, o noticiário se limita a abordagem de casos pessoais, em deP 4 | Resumo executivo “Violência contra Mulher” trimento de uma perspectiva que contemple a dimensão pública da questão, exigindo respostas das diferentes instâncias do Estado e da própria sociedade. Ao abordar a violência contra a mulher sob uma perspectiva individualizada e policial, a maioria dos veículos tratou o problema de forma descontextualizada das esferas de governo e dos esforços empreendidos – ou não – para gerar soluções diante da questão. No conjunto das matérias analisadas, pouco mais de 13% do enquadramento principal está relacionado ao Estado e suas ações para a prevenção e combate ao crime.

NOTICIÁRIO LOCAL/POLICIAL REPRESENTA QUASE METADE DA COBERTURA

A análise dos dados permite afirmar que o assunto vira notícia especialmente quando ocorrem casos reais de violência – sobretudo se a agressão for cometida por motivação passional e com crueldade. Esse perfil de noticiário ocupa geralmente as páginas dos cadernos/seções de notícias locais e de polícia. De acordo com os números coletados, 35,10% dos textos sobre violência cometida contra mulheres são publicados nas seções de notícias locais. Os cadernos policiais são destino de outros 15,70% desse noticiário. Quando o assunto vira pauta da imprensa? Embora tenha sido observado um predomínio do noticiário policial, nem só de casos de polícia alimenta-se o noticiário sobre o assunto. Segundo o levantamento conduzido pela ANDI e Instituto Patrícia Galvão, a violência contra as mulheres também é noticiada, ainda que em escala bastante menor, quando são divulgados: • Pesquisas com números impactantes sobre o problema, tais como a realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo a qual há escassez de delegacias de atendimento à mulher e casas abrigo nos municí- pios brasileiros. • Dados sobre o número de casos de violência sexual em escolas. • Estatísticas acerca dos atendimentos do serviço Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres. 5 | Resumo executivo “Violência contra Mulher” QUASE 20%

DAS NOTÍCIAS SOBRE O TEMA SÃO DESTACADAS EM CHAMADAS DE CAPA

Segundo os dados coletados, 19% das notícias sobre mulher e violência são apresentadas na chamadas de capa – índice bem acima do verificado para outras análises de mídia temáticas já realizadas pela ANDI. Embora o espaço de capa seja considerado nobre – usualmente ali são apresentadas as notícias consideradas de maior relevância e apelo jornalístico –, as matérias sobre violência contra mulher garantem destaque a partir de um viés mais sensacionalista, já que a maior parte desse noticiário ocupa as páginas dos cadernos de Cidades e Polícia, conforme ressaltou a pesquisa. Baixa presença nos espaços opinativos Chama também atenção a pequena quantidade do material publicado nos espa- ços de opinião (artigos, editoriais, colunas e cartas de leitor). Segundo os dados coletados, menos de 6% dos textos sobre violência contra mulheres provinham das chamadas seções opinativas. Em geral, estas seções veiculam textos analíticos e mais aprofundados, contribuindo para a contextualização do fato jornalístico e do problema em foco. Nesse sentido, um maior investimento por parte da imprensa em entrevistas com especialistas, artigos de opinião e editoriais poderia contribuir para uma compreensão mais ampla do fenômeno e suas correlações no âmbito das relações familiares, da diminuta rede de acolhimento e atenção disponível no País, do descompasso entre o discurso de representantes do poder público e da dotação orçamentária para ações de prevenção e atenção às vítimas, entre outros pontos.

POLÍTICAS PÚBLICAS 

POLÍTICAS PÚBLICAS FORA DA PAUTA A abordagem de investimentos públicos e seus resultados em políticas de prevenção e assistência a mulheres vítimas de violência ainda constitui um desafio para os jornais impressos brasileiros. Apenas 2,13% das notícias sobre o assunto abordaram políticas públicas. O dado permite afirmar que, ao menos na cobertura desta temática, a imprensa deixou de lado seu importante papel no monitoramento e avaliação das ações do poder público voltadas à prevenção e combate de problemas sociais. 6 | Resumo executivo “Violência contra Mulher” No âmbito nacional, os veículos noticiosos poderiam ter investigado, por exemplo, a razão de não haver – tanto por parte do Poder Executivo quanto da sociedade organizada – uma avaliação consistente e sistemática da qualidade dos serviços públicos de atenção a mulheres vítimas de violência e das iniciativas de capacitações dos profissionais que neles atuam. De acordo com especialistas, além de escassos, esses serviços têm reduzido alcance e baixo impacto no combate ao problema. Já a imprensa regional/local, por sua vez, poderia abordar a precária interiorização dos serviços de atenção às mulheres vítimas desse crime – especialmente de delegacias especializadas.

O homem agressor tem o seguinte perfil, faz no acrediar que apanhamos porque não prestamos, somos problematicas, eles têm um grau de piscopatia na qual nos mantem cativas e refem. Temos que trabalhar dar dinheiro em casa, não podemos comprar roupas, nos cuidarmos, ficamos refem de cuidar da casa, dele e filhos, estudar tralhar e ainda eles demonstram para familia que vc e o problema, Ficamos presas pisicologicamente de tal forma que vamos perdendo o amor próprio e começamos a fazer tdo para agrada o parceiro que é impossivel de ser agradado. Isso vai nos roubando força e cada vez mais nos achamos incapazes de viver por conta própria quando percebemos o estrago emocional e tão grande que pedimos a morte por ter sido roubado de nos , a identidade, a força a couragem de viver.

Qual é o perfil do homem que bate em mulher?

 

CINDY DIER -

 É um homem que usa a violência de forma pensada. E isso é só uma das partes do sistema que ele criou para manter o controle. Quase sempre há o controle por meio das finanças. A agressão emocional. Ele define quem a mulher pode ver, que amigas ela pode ter, quanto tempo fica com a família. A violência é um dos meios de controle.

ISTOÉ -

 

 Como evitar que certas mulheres se submetam a esse controle?

 

 

CINDY DIER -

 Cada mulher é diferente. Elas têm que passar pelo seu próprio processo. Uma dos modos de ajudar a vítima é mostrar o padrão de evolução da violência. Mostramos os efeitos que as crianças vão sofrer por testemunhar essa violência. 

Não basta denuciar a familia precisa ser apoiada.