PGR tende a denunciar indiciados no caso da “Abin Paralela”

Antonio Cruz Agência Brasil

 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) tende a acusar os indiciados pela Polícia Federal (PF) na investigação sobre o aparelhamento da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo relatos feitos à CNN.

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), já encaminhou relatório ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, que deve se manifestar em até 15 dias.

 

Gonet tem três caminhos: oferecer a denúncia, pedir diligências complementares ou solicitar o arquivamento da investigação. Conforme interlocutores do PGR, há uma inclinação clara pela primeira opção.

 

Auxiliares do procurador-geral dizem que o relatório sobre a chamada “Abin Paralela” é consistente e robusto, narrando o esquema com riqueza de detalhes e farto material probatório.

 

Essas mesmas fontes também observam que Gonet já deixou clara sua posição sobre a “Abin Paralela” em fevereiro, quando ofereceu denúncia na investigação sobre a tentativa de golpe de Estado.

 

Na ocasião, o PGR disse que a estrutura estatal de inteligência foi utilizada indevidamente pela organização criminosa para promover ataques virtuais, produzir desinformação contra opositores do ex-presidente Jair Bolsonaro e incitar animosidade social.

 

“As ações ilícitas realizadas pela denominada ‘Abin Paralela’, de forma indubitável, consistem em atos executórios relevantes do plano de crimes contra as instituições democráticas”, escreveu Gonet.

 

A PF concluiu o relatório no dia 12 e o encaminhou a Moraes. O documento de 1.125 páginas era mantido em sigilo, mas o ministro decidiu torná-lo público depois que alguns trechos foram vazados à imprensa.

 

Ao todo, 36 pessoas foram indiciadas, entre elas o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que foi diretor-geral da Abin na gestão Bolsonaro.

 

A PF viu elementos que apontam para o envolvimento direto do ex-presidente no caso, mas ele não foi incluído na lista de indiciados, pois já responde por organização criminosa na ação penal sobre o golpe de Estado.

 

Na avaliação de investigadores, os dois inquéritos se correlacionam – ou seja, a organização criminosa é uma só. O princípio da vedação à dupla incriminação impede que uma pessoa seja processada duas vezes pelo mesmo fato.

Com informações do CNN Brasil

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A AUTORA

Editora do Blog da Renata, a jornalista Renata Gondim tem atuação de mais de vinte anos na cobertura política de Pernambuco e hoje é uma das principais vozes femininas e produtora de conteúdo na área, destacando-se por sua atuação nas redes sociais. Foi correspondente em Brasília (DF) pela Agência Nordeste, na cobertura dos fatos do Congresso Nacional, e repórter Sênior de Política e colunista interina no jornal Folha de Pernambuco. É comentarista política da Rádio Tamandaré 890 AM, no quadro Provérbios da Política, com participações especiais como convidada também em outras emissoras do Estado e pela TV Nova Nordeste.

 

No segmento da assessoria governamental, foi Secretária de Comunicação e Relações Institucionais da Prefeitura de São Lourenço da Mata (2008-2014), na Região Metropolitana do Recife (RMR); e assessora de comunicação da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI). Possui especialização em Marketing Eleitoral.

 

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A AUTORA

Renata Gondim é jornalista desde 2004. Foi repórter da editoria de Política da Folha de Pernambuco e colunista interina da Folha Política. Em Brasília, foi correspondente da Agência Nordeste no Congresso Nacional. Nos últimos anos, dedicou-se à assessoria de comunicação governamental. De volta à cobertura jornalística e aos bastidores da informação, agora com um blog autoral, assume a missão de combater as fake news e a manipulação de conteúdo, trazendo para você os principais fatos da política e temas de interesse da sociedade pernambucana.

 

Contato: renata@blogdarenata.com.br

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