
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), disse que o União Brasil não deve estar ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de 2026. Segundo o político, “o somatório de várias ações” faz com que ele se “coloque como pré-candidato” ao Planalto.
“E me refiro tanto ao que faço no governo de Goiás, quanto ao que fiz no Congresso, enquanto parlamentar. Também me coloco à disposição para disputar a Presidência por me orgulhar dos índices de educação, saúde e geração de empregos obtidos. Temos uma ação completa que me credencia”, afirmou em entrevista ao jornal O Globo publicada neste sábado (27.jan.2024).
Caiado disse não poder negar a importância do apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Trabalharei, sim, para ter o apoio dele à minha candidatura. Acho que nenhum martelo está batido, ainda estamos em um processo de avaliar gestões e os cenários possíveis até 2026. Eu não posso transferir para ele a responsabilidade da minha pré-campanha. Eu preciso é fazer por onde merecer este apoio”, declarou.
O governador foi questionado sobre as investigações que miram Bolsonaro e seus aliados. Ele respondeu que não vai discutir as decisões do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. “Mas, se as operações realmente não tiverem o mínimo de resultado prático, vai ficar difícil dele explicar isto”, disse.
Sobre Lula, Caiado afirmou que o União Brasil “é um partido de uma visão conservadora, e seguirá sendo”. Segundo ele, a legenda “caminha ao lado do governo nos projetos de interesse” do país. “Mas, não acredito que [o partido] vá caminhar com o Lula nas eleições de 2026”, declarou. “Eu, por exemplo, administro um Estado em parceria com prefeitos do PT e do PSB, mas não estarei no palanque deles”, completou.
Com informações do Metrópoles







