
A Polícia Federal indiciou o deputado federal André Janones (Avante-MG) pelos crimes de corrupção passiva, peculato e associação criminosa, no caso em que ele é investigado pela prática de “rachadinha” e apropriação indevida de verba parlamentar em benefício próprio.
A autoridade policial concluiu relatório do caso em que Janones e outras duas pessoas “reuniram-se com o propósito de cometer crimes contra a Administração Pública”.
A materialidade e os indícios de autoria ficam comprovados, segundo a PF, a partir das evidências produzidas no curso da investigação, entre as quais se destacam:
Oitivas;
Laudos periciais;
Análises de áudios;
Análise de Relatório de Inteligência Financeira;
Análises bancárias;
Análise fiscal.
O caso foi denunciado pela coluna do Metrópoles assinada por Paulo Cappelli, quando, em novembro de 2023, divulgou o áudio de uma reunião entre Janones e assessores, ocorrida em 2019, em seu primeiro mandato na Câmara.
Na gravação, o deputado avisa que vai ficar com parte dos salários dos servidores para recompor seu patrimônio, “dilapidado” após as eleições de 2016, quando tentou se eleger prefeito de Ituiutaba (MG).
A pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu inquérito para investigar “indícios da existência de um esquema de desvio de recursos públicos no gabinete” de Janones. O relator do inquérito, ministro Luiz Fux, determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do deputado. A Polícia Federal concluiu as investigações e enviou o indiciamento ao STF, nesta quinta-feira (12/9).
No Conselho de Ética
Quando prestou depoimento ao Conselho de Ética da Câmara, Janones, em sua defesa no processo por quebra de decoro parlamentar por cobrar parte dos salários de servidores, afirmou que eles não eram obrigados a entregar o dinheiro, mas faziam “contribuições espontâneas”. Janones também disse ser vítima de “perseguição política” e pediu o arquivamento da representação.
Com informações do Metrópoles









