Por Renata Gondim – Como já era esperado, o passaporte do candidato do PT, Vinicius Castello, para o segundo turno à Prefeitura de Olinda contra a candidata do atual prefeito Professor Lupércio, Mirela Almeida (PSD), fez com que a disputa eleitoral descambasse para uma briga entre conservadorismo versus ideologia de gênero.

O candidato, que é assumidamente homossexual, vê agora seus vídeos e postagens em redes sociais ganharem os grupos de WhatsApp com o intuito de minar sua candidatura. Segundo relatos de bastidores que já circulavam desde o primeiro turno, o material do ataque já estava pronto, porém como as pesquisas mostravam um empate técnico entre todos os candidatos, não havia sentido “gastar munição” antes do tempo.

Na última terça (15), um novo ataque veio da tribuna da Alepe. O deputado estadual Coronel Feitosa (PL) questionou a “capacidade moral” de Vinicius ao citar postagens em redes sociais em que supostamente o petista teria convidado um outro homem para fazer sexo oral num banheiro de uma academia de ginástica.

”[Essa é a opinião de] Quem não quer que a ideologia de gênero, a promiscuidade, a libertinagem tome conta de uma cidade como Olinda. Um candidato a prefeito que ele tem em suas redes ou tenha a prática de convidar pessoas para fazer sexo oral dentro de um banheiro de uma academia. Imagine se isso vai acontecer dentro de um banheiro de uma prefeitura? Um candidato que tem uma postura comportamental que demonstra não ter uma capacidade moral e ética para administrar uma cidade. Esse cidadão é quem vai cuidar do ensino infantil e fundamental das crianças de Olinda?”, questionou o parlamentar.
Feitosa ainda citou que Vinicius Castello, enquanto vereador, foi autor de uma proposta que previa a perda do alvará de funcionamento de estabelecimentos que praticassem homofobia. “Não para por aí. Ele é autor de uma lei que qualquer entidade que praticasse homofobia teria que perder o alvará da prefeitura, e essa perda seria avaliada pela própria prefeitura. Quer dizer que as igrejas seriam fechadas se houvesse uma negativa para realização de casamentos homossexuais?”, disparou ele.
A cerca de três dias, em suas redes sociais, Vinicius Castello disse estar sendo vítima de um suposto “gabinete do ódio” e de uma campanha “criminosa, cheia de mentiras, intolerância, discriminação e preconceito”, visando atacar exclusivamente a sua honra.
“Tenho enfrentado uma campanha criminosa na nossa cidade. Fake News, montagens, blogueiros e sites instrumentalizados em detrimento do ataque a minha honra e a minha vida. Desde o início eu sempre tive consciência de que não aceitariam alguém com a minha ousadia em governar uma cidade tão potente. É isso o que quem parte para o ódio não entende e visa contaminar a mente e o coração de pessoas que estão cansadas de ter uma cidade destruída. Não criticam a minha atuação, minhas propostas ou os meus projetos. Mentem e agem da maneira mais suja por estarem desesperados”, defende-se o candidato.
O fato é que muitas das imagens que hoje circulam nestes grupos estavam disponíveis nas páginas pessoais do ex-vereador e atual candidato, e isso não é novidade para mais ninguém. E como num sistema democrático a decisão é do eleitor, qual deverá ser o veredictido das urnas nesta briga?











