
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou nesta segunda-feira (25) que se sente feliz com a reação de frigoríficos brasileiros em suspender o fornecimento de carne ao grupo Carrefour no Brasil.
A movimentação aconteceu após o CEO global do Carrefour, Alexandre Bompard, afirmar, na última quarta-feira (20), que a rede deixaria de comprar carne do Mercosul. Ao anunciar a medida, o executivo citou “o risco de inundação do mercado francês com carne que não atende às suas exigências e normas”.
A decisão aconteceu em meio aos protestos de agricultores franceses contra o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, que foi assinado, mas ainda não saiu do papel.
Bompard não deixou clara a extensão da medida; posteriormente, a empresa informou que a restrição vale para lojas na França. A posição foi recebida com críticas pelo governo e por agricultores do bloco sul-americano.
Fávaro ressaltou que o Brasil tem um Código Florestal “dos mais exigentes do mundo” e que se trata de uma questão de soberania nacional.
Na sexta-feira (22), a Revista Globo Rural informou que JBS, Marfrig e Masterboi haviam suspendido a venda de carnes para o Carrefour. O g1 confirmou a paralisação por parte da JBS e da Masterboi.
Em nota divulgada nesta segunda (25), o Carrefour Brasil informou que “decisão pela suspensão do fornecimento de carne impacta nossos clientes” e que busca soluções para retomar o abastecimento do produto nas lojas.
Com informações do G1











