Desgaste: oposição acha difícil ir contra isenção no IR até R$ 5 mil

Foto: Igo Estrela/Metrópoles @igoestrela

 

O Ministério da Fazenda fecha os últimos pontos para entregar ao Congresso Nacional a reforma do Imposto de Renda (IR), que prevê a ampliação da isenção do IR para contribuintes com renda de até R$ 5 mil. A oposição acredita que o projeto deve ser bem recebido pelos parlamentares, mas destaca que o ponto de debate ficará em torno da compensação.

 

Entenda

Ministério da Fazenda pretende enviar ao Congresso Nacional a reforma da renda, com a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

 

Segundo o Dieese, a medida beneficiaria mais de 10 milhões de brasileiros, dobrando o número de isentos para 20 milhões.

 

Para equilibrar a arrecadação, a equipe econômica propõe taxar quem ganha acima de R$ 50 mil por mês.

 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se reuniu na quarta-feira (5/2) com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a fim de entregar as 25 propostas prioritárias para a área econômica referentes ao biênio 2025-2026. A agenda inclui a reforma da renda.

 

Depois do encontro, o ministro informou que o governo já tem plano definido, mas que a divulgação só acontecerá após aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Visão do Congresso

O Metrópoles conversou com alguns parlamentares da oposição sobre como acreditam que a matéria deverá tramitar no Congresso Nacional. Para eles, a medida será bem recebida, mas destacam a necessidade de compensar a perda arrecadatória sem prejudicar a população.

 

O limite atual da isenção do Imposto de Renda é de dois salários mínimos, ou seja, R$ 3.036. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base na tabela atual, 10 milhões de pessoas estão isentas do pagamento. Caso a proposta seja aprovada, esse número dobrará, chegando a 20 milhões de beneficiados.

 

Os políticos que conversaram com a reportagem destacam que são favoráveis à proposta, mas pontuam a necessidade de compensação arrecadatória, em especial para os municípios.

 

Uma medida compensatória anunciada pelo governo no ano passado é a criação de uma alíquota progressiva de 10% ao mês para quem ganha acima de R$ 50 mil por mês (R$ 600 mil por ano).

 

Um deputado oposicionista argumenta que, para assegurar o equilíbrio fiscal, o governo deveria focar no corte de supersalários, no fim das emendas de comissão e na redução do número de ministérios da gestão Lula. No entanto, ele acredita que o Palácio do Planalto irá optar por um aumento de impostos como medida compensatória.

 

No que tange às cidades, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) expressou preocupação com o projeto de Haddad. Segundo a entidade, a medida irá resultar em uma perda anual de aproximadamente R$ 20 bilhões para os municípios brasileiros.

 

Conforme as informações da CNM, a perda arrecadatória aconteceria em conta da arrecadação direta, quando as prefeituras recolhem o Imposto de Renda retido na fonte dos salários dos servidores municipais. Já a outra seria por parte do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), repassado aos municípios.

 

Com informações do Metrópoles

Compartilhe:

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn

A AUTORA

Editora do Blog da Renata, a jornalista Renata Gondim tem atuação de mais de vinte anos na cobertura política de Pernambuco e hoje é uma das principais vozes femininas e produtora de conteúdo na área, destacando-se por sua atuação nas redes sociais. Foi correspondente em Brasília (DF) pela Agência Nordeste, na cobertura dos fatos do Congresso Nacional, e repórter Sênior de Política e colunista interina no jornal Folha de Pernambuco. É comentarista política da Rádio Tamandaré 890 AM, no quadro Provérbios da Política, com participações especiais como convidada também em outras emissoras do Estado e pela TV Nova Nordeste.

 

No segmento da assessoria governamental, foi Secretária de Comunicação e Relações Institucionais da Prefeitura de São Lourenço da Mata (2008-2014), na Região Metropolitana do Recife (RMR); e assessora de comunicação da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI). Possui especialização em Marketing Eleitoral.

 

VÍDEOS

MAIS LIDAS

1

Ex-prefeito Hildo Hacker segue com direitos políticos suspensos

1

A partir de 2025, vereadores do Recife vão receber até R$ 37,8 mil em salário e “penduricalhos”

1

Já diz o ditado: “Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai à Maomé”

1

Miguel Coelho firma compromisso por hospital regional em Ipojuca

1

“Serei a senadora das mulheres, da educação, da cultura, do emprego e oportunidade”

A AUTORA

Renata Gondim é jornalista desde 2004. Foi repórter da editoria de Política da Folha de Pernambuco e colunista interina da Folha Política. Em Brasília, foi correspondente da Agência Nordeste no Congresso Nacional. Nos últimos anos, dedicou-se à assessoria de comunicação governamental. De volta à cobertura jornalística e aos bastidores da informação, agora com um blog autoral, assume a missão de combater as fake news e a manipulação de conteúdo, trazendo para você os principais fatos da política e temas de interesse da sociedade pernambucana.

 

Contato: renata@blogdarenata.com.br

VÍDEOS

MAIS LIDAS

1

Ex-prefeito Hildo Hacker segue com direitos políticos suspensos

1

A partir de 2025, vereadores do Recife vão receber até R$ 37,8 mil em salário e “penduricalhos”

1

Já diz o ditado: “Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai à Maomé”

1

Miguel Coelho firma compromisso por hospital regional em Ipojuca

1

“Serei a senadora das mulheres, da educação, da cultura, do emprego e oportunidade”