
São Paulo – A primeira noite de desfiles do Grupo Especial de São Paulo levantou o Sambódromo do Anhembi com um espetáculo que misturou emoção, fantasias luxuosas e crítica social no Carnaval. Dragões da Real, Acadêmicos do Tatuapé e Mancha foram os destaques. A Rosas de Ouro também fez uma apresentação para deixar para trás o mau desempenho do ano passado.
Não por acaso, três escolas que se sobressaíram entre a noite de sexta-feira (28/2) e a madrugada deste sábado (1/3) estiveram também entre as cinco primeiras colocadas do ano passado. Já a Rosas conseguiu, com um desfile lúdico, trazer emoção a quem acompanhou as apresentações.
Também passaram pelo Anhembi, até a publicação desta reportagem, a Colorado do Brás, com um desfile sem contratempos, e a Barroca Zona Sul, que, apesar da apresentação cheia de beleza e religiosidade, teve problema em um dos carros alegóricos, o que pode comprometer a nota final na apuração de terça-feira (4/3). A Rosas de Ouro cruzou o Sambódromo quando o céu já anunciava a alvorada em São Paulo, em um desfilo com muito brilho.
A tradicional Camisa Verde e Branco ainda encerraria os desfiles já ao amanhecer na zona norte de São Paulo.
Veja como foi a primeira noite de desfiles no Sambódromo do Anhembi.
Colorado do Brás
A Colorado do Brás transformou o Anhembi em Pelourinho na tentativa de quebrar uma antiga escrita do carnaval paulistano, que aponta para uma grande chance de rebaixamento da escola que abre os desfiles na sexta. O afoxé Filhos de Gandhi foi o tema escolhido pela agremiação, que fez uma apresentação sem contratempos em uma noite quente e sem chuva.
A comissão de frente se destacou e resumiu o que aconteceria nos minutos seguintes no Sambódromo. Exú abriu os caminhos e surgiram, logo de cara, divindades hindus, estivadores, Gilberto Gil, Clara Nunes e Caetano, se misturando em coreografia sob a observação de um Gandhi, impassível, na comissão de frente.
Filhos de Gandhi surgiu em Salvador ainda na primeira metade do século passado, formado por estivadores que se vestiam de branco, em alusão ao pacifista indiano, daí as referências. Também se destacaram as baianas em vermelho, representando Santa Luzia, além da bateria cheia de bossa, com fantasias de ogans (sacerdotes que tocam atabaques e não entram em transe nos rituais).
Barroca Zona Sul
A escola da zona sul encontrou dificuldades em seu desfile, mesmo com samba envolvente, fantasias e alegorias luxuosas. O segundo carro da Barroca teve problemas para entrar no sambódromo e levou à abertura de um longo espaço até a ala seguinte, o que deve provocar perda de pontuação na harmonia.
Para ganhar alguns minutos preciosos e evitar o estouro do limite de 65 minutos para cruzar a pista, a direção de Carnaval optou por não usar o recuo da bateria, passando direto pela parte central do Anhembi. Deu certo e a Barroca passou de raspão, sem risco de punição.
A despeito dos problemas, não faltou beleza e religiosidade. A comissão de frente trouxe Iansã promovendo a transformação com muitos efeitos especiais e coreografia impressionante. A protagonista resgatou os espíritos perdidos em mundos espirituais (os nove oruns, do enredo), fez vendaval e tempestade surgirem cenograficamente em meio a um Anhembi de tempo firme. ( Leia mais informações no Metrópoles.com)
Com informações do Metrópoles







