
União Brasil e Progressistas (PP) oficializaram nesta terça-feira (29) a criação de uma federação partidária, que será batizada de “União Progressista”. A aliança será registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e deve entrar em vigor já nas eleições de 2026. A nova federação reúne as maiores bancadas e estruturas partidárias do país, além de garantir acesso às maiores fatias dos fundos públicos destinados a campanhas e despesas partidárias.
O novo bloco, formado por duas das legendas mais influentes do Congresso, deve operar como uma só sigla pelos próximos quatro anos, como exige a legislação das federações. Apesar disso, União e PP manterão suas estruturas internas separadas. Segundo as regras, um rompimento antecipado pode acarretar sanções severas, como a perda de recursos e a proibição de novas alianças até o fim do período.
No momento, apenas três federações estão registradas no TSE: PT/PCdoB/PV, PSOL/Rede e PSDB/Cidadania — esta última já anunciou rompimento, mas só deve formalizá-lo em 2026. Com a formação da “União Progressista”, a política brasileira passa a ter uma nova força de peso, que já nasce com a maior bancada da Câmara dos Deputados e com forte presença no comando de prefeituras pelo país.
A presidência da nova federação será compartilhada entre Antonio de Rueda (União Brasil) e o senador Ciro Nogueira (PP), sem hierarquia definida. A movimentação tem sido observada com atenção por outras lideranças políticas, que calculam o impacto da superaliança no xadrez eleitoral de 2026.











