
Com mais de 99% das urnas apuradas, a coligação de centro-direita Aliança Democrática (AD), liderada por Luís Montenegro, saiu vitoriosa nas eleições legislativas de Portugal neste domingo (18), com 32,7% dos votos. A disputa pela segunda colocação terminou empatada entre o Partido Socialista (PS), de centro-esquerda, e o partido de extrema-direita Chega, ambos com cerca de 23% dos votos.
A vitória da AD marca o retorno de Montenegro ao comando do governo após a queda de seu gabinete em fevereiro. Ele prometeu dar continuidade à gestão iniciada antes da crise política, agora com um mandato completo de quatro anos. Nuno Melo, presidente do CDS – parceiro da coligação – atribuiu a crise ao PS e celebrou a “pesada derrota” dos socialistas nas urnas.
O PS, liderado por Pedro Nuno Santos, amargou seu pior resultado desde os anos 1980, o terceiro mais fraco da história do partido. Santos anunciou que deixará a liderança da legenda, reconhecendo o revés eleitoral e a ascensão da extrema-direita. Já o Chega, de André Ventura, consolidou-se como uma das principais forças políticas do país, prometendo “enterrar o bipartidarismo” vigente desde a Revolução dos Cravos.
Na composição final do parlamento, a AD conquistou 89 assentos, enquanto PS e Chega terão 58 cadeiras cada. Os demais partidos completam o quadro com Iniciativa Liberal (9), Livre (6), CDU (3), JPP (1), PAN (1) e Bloco de Esquerda (1). O cenário indica um parlamento fragmentado, com negociações complexas à frente para formação de maioria.










