
Lideranças petistas comemoraram os protestos contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio a um processo de aproximação entre o presidente Lula (PT) e o norte-americano.
Mais de 2.600 cidades reuniram protestos “No Kings” (“Sem reis”, em tradução livre) ontem. Os cidadãos protestaram contra políticas de migração, educação e segurança de Trump. Só em Nova York, maior cidade do país, foram mais de 100 mil manifestantes na Times Square.
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do partido na Câmara, exaltou as manifestações. “Estes atos representam o começo, e não o fim, de uma jornada de oposição organizada ao trumpismo e ao avanço da extrema-direita no país. Toda a nossa solidariedade internacionalista à luta democrática do povo estadunidense! No Kings!”, publicou, em suas redes sociais.
O deputado José Guimarães (PT-CE), líder do governo na Câmara, também destacou os protestos. “Estados Unidos contra Trump”, ressaltou, compartilhando um vídeo da manifestação de Chicago, uma das maiores cidades dos EUA, região do ex-presidente democrata Barack Obama onde o republicano tem baixa popularidade.
As manifestações se dão bem no momento de uma aproximação inédita entre os dois chefes de Estado. Após troca de farpas públicas e a maior crise entre os dois países nos mais de 200 anos de relação, Lula e Trump passaram a conversar e se elogiar abertamente.
Lula não falou sobre os protestos. Desde a reaproximação, o presidente mudou o tom sobre o norte-americano e evitou críticas públicas, antes frequentes —o único ponto aberto de discordância foi a defesa do petista pela soberania venezuelana, alvo de investidas dos Estados Unidos na última semana.
Os governos estão organizando uma reunião na Malásia, na semana que vem. Eles se encontraram uma vez, na ONU (Organização das Nações Unidas), quando Trump disse que “pintou uma química” e conversaram por telefone pela primeira vez na semana passada.
O encontro na Ásia deverá ser mais simbólico. A ideia é ter uma boa foto para “selar a paz”, sem entrar em muitos detalhes de negociação. Integrantes do Itamaraty argumentam que a retomada das negociações sobre o tarifaço já está sendo feita e cabe, na prática, mais às equipes de governo do que aos chefes de Estado.
Com informações do UOL









