
A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro repercutiu na reunião plenária da Assembleia Legislativa, nesta segunda. A medida foi decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, no último sábado, após uma tentativa de violação da tornozeleira eletrônica. O deputado João Paulo, do PT, relembrou as ações que resultaram na abertura do processo contra o ex-presidente e afirmou que a prisão simboliza uma resposta da democracia a um projeto autoritário.
“Não se trata de vingança, mas de justiça. Não é perseguição, é estado de direito em funcionamento. Que a prisão de Bolsonaro seja lembrada como o fim de um ciclo de ameaça autoritária e o início de um compromisso renovado com a democracia. Viva a democracia, Bolsonaro nunca mais!”
Rosa Amorim, do PT, responsabilizou o ex-presidente por atos contra a população brasileira, como as mais de 700 mil mortes na pandemia e o retorno do país ao mapa da fome durante o mandato dele. “Em um país democrático, não existe cidadão acima da lei. As instituições devem funcionar contra qualquer um que ataque o povo brasileiro, principalmente contra um ex-presidente que tentou destruir o Brasil. Precisamos superar a era dos conspiradores, daqueles que tentaram sequestrar o país, destruir a Constituição e impedir o povo de escolher o seu futuro.”
Doriel Barros, também do PT, destacou situações em que o ex-presidente atacou a democracia. O parlamentar criticou qualquer tentativa de anistia e defendeu que a lei seja aplicada sem privilégios. “Não podemos admitir comportamentos criminosos e antidemocráticos. A lei vale para todos, parlamentares, cidadãos e ex-presidentes. Ninguém está acima das regras que protegem a democracia.”
Já para Coronel Alberto Feitosa, do PL, Bolsonaro sofre perseguição da Justiça brasileira. O deputado disse acreditar que a prisão do ex-presidente seria uma forma de encobrir fatos como o escândalo do Banco Master, que teria vinculação com políticos defendidos pelo escritório advocatício da família do ministro Alexandre de Moraes. O deputado repudiou a prisão. “Uma prisão preventiva para um preso doente, para um preso de 70 anos, para um preso que estava com tornozeleira eletrônica e para um preso que estava sob a vigilância de câmeras e agentes da Polícia Federal. Que capacidade de fuga tinha esse preso que, depois de ter trocado a tornozeleira eletrônica, voltou a dormir sob efeitos de medicamentos?”
*Com informações da Alepe











