
Por Renata Gondim – Chegou 2026 e com ele todo o clima eleitoral que toma conta do Estado desde meados do ano passado, em um dos debates mais antecipados da história política de Pernambuco.
De um lado, a governadora Raquel Lyra (PSD) tentará a sua reeleição, tendo a seu favor um caixa gordo e muita cobrança dos adversários para que promessas de campanha saiam do papel em tempo hábil.
Do outro, o prefeito do Recife e filho do ex-governador Eduardo Campos, João Campos (PSB), que terá que renunciar ao seu mandato para encabeçar a missão de recuperar o Governo do Estado que esteve sob o comando do seu partido por quase 20 anos.
Se até então o discurso velado era o de que ninguém estava pensando ou falando em eleição, com o estampido dos fogos que comemoram a chegada do novo ano a coisa deve ficar ainda mais acirrada e os recados, diretos ou não, deverão se intensificar.
Raquel precisará mostrar que, após “arrumar a casa”, fez o dever de casa e tirou do papel tudo o que foi planejado, incluindo a construção de 250 creches, hospitais da Mulher, programas sociais mais fortes e uma nova cara para a segurança do Estado.
João precisará convencer o eleitorado de que sua candidatura não é um projeto pessoal e que deixará a Prefeitura para levar seu modo de administrar para todo o Estado, despindo-se também do conceito de ser um prefeito midiático restrito a RMR, onde acumula altos índices de aprovação e intenções de voto.
Qual será a escolha de Pernambuco neste 2026?
Nos próximos 10 meses – ou mais precisamente 277 dias -, eu vou te contar cada capítulo dessa disputa.










