
Por Renata Gondim – As pesquisas de intenção de voto ao Governo de Pernambuco já ocupavam os noticiários do Estado faltando mais de um ano para a disputa eleitoral e a tendência é que se intensifiquem ainda mais agora nesta pré-campanha. Só nesta semana, já foram divulgados três levantamentos que não apresentam apenas números divergentes, mas também questionamentos sobre metodologia. Vivemos em uma verdadeira indústria de intenções de voto que nos levam a refletir: em qual/quais delas acreditar?
A primeira pesquisa, divulgada no domingo (5), do instituto Veritá, apresentou um cenário estimulado em que a governadora Raquel Lyra (PSD) e o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), aparecem empatados, com 35,4%, cada. Foram ouvidos 2.010 eleitores entre os dias 24 a 30 de março.
Nesta quarta-feira (8) foram mais duas divulgações. Na pesquisa Simplex, o cenário de empate se repete e a governadora Raquel Lyra (PSD) tem 42,6% dos votos totais, e o seu adversário João Campos (PSB) tem 42,3%. O Instituto Simplex ouviu 1.067 pessoas de 139 municípios, por telefone, entre os dias 3 a 7 de abril.
Por último, a pesquisa da Real Time Big divulgada também nesta (8), mostra o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), com 50% dos votos no cenário estimulado, e a governadora Raquel Lyra (PSD) com 33%.
Neste caso, um ponto chama a atenção: o levantamento foi realizado nos dias 7 e 8 de abril. Ou seja, foi divulgado no mesmo dia de conclusão da pesquisa de campo junto ao eleitorado, gerando dúvidas acerca do tempo hábil para tabulação, checagem, auditoria e consolidação de 1.600 entrevistas.
Uma pesquisa séria exige transparência de método e coerência de cronograma, obedecendo a critérios técnicos para que tenha credibilidade e seja confiável. E em meio a tantos números que viram uma verdadeira guerra entre apoiadores e páginas nas redes sociais, fica a pergunta: estamos divulgando de fato a realidade?











