
Tão logo deixou o Palácio do Campo das Princesas, após uma conversa reservada com a governadora Raquel Lyra e sua vice, Priscila Krause, o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), tratou de reafirmar que continua na disputa pelo Senado. “Não faço política com ameaças ou pelo troca-troca”, disparou ele, falando ainda em “capricho político de quem quer que seja”.
O posicionamento de Miguel vai na contramão das declarações do deputado federal Lula da Fonte, que garantiu que Eduardo da Fonte é o nome referendado para ocupar a vaga na chapa majoritária e que a confirmação da escolha “é uma questão de rito”.
O que se sabe é que a governadora buscou, durante café da manhã nesta quinta-feira (23), encontrar um caminho para garantir que as duas pré-candidaturas fossem viabilizadas. Mas o PP foi enfático ao mostrar que tem o controle da Federação União Brasil e que não abre mão de Eduardo da Fonte como candidato oficial. De sua parte, Miguel repete o discurso de que há espaço para todos.
A disputa segue após mais um capítulo sem consenso, e o tempo vai se exaurindo com a aproximação da homologação da chapa majoritária. O que está em jogo, e qual será o desfecho? Estamos vendo apenas pressão, ou há uma estratégia bem calculada sendo executada?











