
Em meio às graves denúncias de formação de um suposto “gabinete do ódio” e uso indevido de verbas públicas para alimentar redes de desinformação, o ex-prefeito do Recife e candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), voltou à carga contra a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), nesta sexta-feira (28). Durante visita ao Compaz Atriz Lêda Alves, no Pina, ele cobrou punição rigorosa e foi além, acusando a própria adversária de ter assumido o comando do “gabinete do ódio”, após o afastamento de um servidor público apontado como o articulador das operações irregulares.
Ao comentar a repercussão das reportagens e a conduta dos adversários, João sustentou que a responsabilização deve ir direto ao comando da campanha rival.
“A partir do momento em que o suposto chefe do gabinete do ódio sai de cena, a própria candidatura adversária assume a liderança desse gabinete, postando em sua própria página mentiras e ataques inverídicos em relação a esse fato, em vez de responder às perguntas que foram feitas”, disparou João Campos.
Para o candidato da Frente Popular, a veiculação das denúncias na imprensa nacional comprova alertas que sua equipe vinha fazendo. “Há mais de um ano eu venho denunciando a existência de um gabinete do ódio que tem atacado a mim, meus aliados e minha família de forma caluniosa. Isso é criminoso e precisa de resposta das pessoas que estão envolvidas, e não de uma mentira colocada na rede social. A gente não vai aceitar mentira construída para criar uma cortina de fumaça que não existe”.
As declarações deram suporte ao anúncio da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) protocolada pelo corpo jurídico da coligação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), além de representações no Ministério Público Eleitoral (MPE), na Controladoria-Geral da União (CGU) e no Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE). A peça, estruturada em mais de 300 páginas, acusa o grupo governista de desvio de verbas de publicidade, uso da máquina administrativa e enriquecimento ilícito.
JOÃO REFORÇA O “CRIME”
Questionado sobre as consequências jurídicas e a solicitação formal de punições severas, João Campos reforçou a exigência de providências no âmbito criminal e cível. “O que aconteceu aqui é um crime, e esse crime precisa de resposta das pessoas envolvidas. Os fatos têm que ser investigados pela Justiça e pela Polícia, porque isso é assunto de Polícia e de Justiça. Os nossos advogados já apresentaram todas as medidas para que isso não fique impune”.m, disparou.
Após o desabafo, João Campos concluiu reiterando que sua prioridade continuará focada na apresentação de projetos para o Estado. “Vou tratar do futuro de Pernambuco, das escolas e das creches, enquanto as ações seguem o seu curso na Justiça, porque prática de extrema-direita e mentiras construídas para atacar adversários precisam ser cortadas pela legislação”.
Durante a visita ao Compaz, ele anunciou que pretende levar a experiência do Recife para todos Estado. Se eleito, afirmou que levará ao menos uma unidade do equipamento para cada cidade-polo de Pernambuco, sem especificar a quantidade.
Com informações do Blog Dantas Barreto











