
Por Renata Gondim – Desde que deixou a Secretaria estadual de Turismo, no início deste mês, para disputar a Prefeitura do Recife, Daniel Coelho (PSD) vem imprimindo diariamente o seu ritmo de pré-campanha. Na agenda, não apenas a formulação de plano de governo e formação de sua equipe de comunicação, mas já o corpo a corpo com a população recifense, que ele garante que não está tão satisfeita como atestam as pesquisas de aprovação da gestão do prefeito e pré-candidato à reeleição, João Campos (PSB). Para Coelho, há uma discrepância entre o que se vê nas redes sociais e na realidade da cidade.
“Existe um descolamento muito grande da imagem da personagem do prefeito com a cidade real. Uma imagem que foi construída em cima desses contratos de publicidade com influencers, páginas de entretenimento, e que transformaram ele numa personagem. Mas quando a gente vê a falta de um programa de drenagem da cidade, do trânsito, das barreiras, postos de saúde, a situação das periferias de uma forma geral, lixo acumulado nas ruas, número de morador de rua….ou seja, as questões estruturais da cidade, elas pioraram. A gestão é muito ruim e o engraçado é que quando você pergunta para as pessoas item a item como elas avaliam, elas avaliam muito mal a Prefeitura”, enfatizou.
O pré-candidato disse acreditar que esta estratégia de “descolamento de imagem” não vai se sustentar quando as eleições começarem. “A gestão conseguiu descolar a personagem do prefeito destas questões estruturantes, como se ele não tivesse nada a ver com isso. Então isso não vai se sustentar ao longo da campanha, é uma situação muito artificial. A tendência é que se compreenda se você vota no prefeito para ser uma personagem no Instagram; ou você vota no prefeito para poder enfrentar estas questões. Não está tudo maravilhoso na cidade e a tendência é que o debate traga um quadro mais próximo da normalidade”, disse ele.
Seguindo nesta linha, Daniel pontuou ainda que a atual gestão não possui uma marca estruturante, assim como aconteceu nos governos passados de Roberto Magalhães, Jarbas Vasconcelos e João Paulo. “Esses governos modificaram uma área, um bairro, foi daí que veio o Recife antigo, foi daí que veio a concepção e execução da Via Mangue; a retirada das kombis (transporte alternativo), a obra do canal do Jordão… Precisamos de uma gestão que faça mais do que a zeladoria”, disparou.









