
Após mais de 80 dias com a sua pauta de votação paralisada, a Assembleia Legislativa aprovou por unanimidade, na última segunda-feira (9), o projeto de lei que garantiu o aumento salarial dos professores da rede estadual. Governo e oposição se uniram e garantiram um quórum de 31 deputados, dos 25 que eram necessários. Além deste projeto, outros três foram contemplados na sessão de ontem: a aprovação do nome do novo presidente da Adagro; um do Tribunal de Contas do Estado (TCE), e outro do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
Até ontem, oito projetos estavam na “fila de espera” para serem apreciados pela Casa. O principal deles, a autorização para a governadora Raquel Lyra contrair um empréstimo de R$ 1,5 bilhão, continua em análise. O presidente da Comissão de Justiça, deputado estadual Waldemar Borges (PSB), garantiu que dará seu parecer como relator ainda hoje, lembrando que os pedidos de informação sobre a matéria só foram respondidos pelo Palácio na última quinta-feira (5). Outro impasse é a aprovação do nome do novo administrador do arquipélago de Fernando de Noronha, que acabou nomeado como administrador adjunto para não prejudicar a administração da ilha.
Vale lembrar que a legislação estabelece que, após 45 dias de análise de projetos encaminhados à Alepe em regime de urgência, nenhum outro projeto pode ser votado até que estes sejam apreciados. Com este argumento a bancada governista acabou trancado a pauta em resposta à condução dos trabalhos da oposição que comanda a presidência das principais comissões da Casa.
A votação e consequente aprovação do projeto de lei era esperada, uma vez que o contrário iria gerar grande desgaste para Legislativo e Executivo em pleno ano pré-eleitoral. Resta saber agora se foi apenas uma trégua temporária. O povo torce que não.










