AGU de Lula celebra decisão do STF sobre redes: “Marco civilizatório”

Bruno Peres/Agência Brasil

 

A Advocacia-Geral da União (AGU) comemorou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que estabeleceu novos critérios para responsabilização de plataformas digitais por conteúdos publicados por usuários.

 

O advogado-geral da União, Jorge Messias, classificou o resultado do julgamento como um “verdadeiro marco civilizatório” e destacou que a decisão atende, em grande parte, aos pedidos feitos pelo órgão. Segundo Messias, o STF ampliou o dever de cuidado das plataformas com o que é veiculado em seus espaços digitais.

 

“Não é possível admitir que provedores se eximam de qualquer responsabilidade por conteúdos ilícitos que, embora não sejam por eles criados, geram lucros com seu impulsionamento e violações de direitos fundamentais”, afirmou o ministro de Lula.

 

Para Messias, a decisão coloca o Brasil em sintonia com países democráticos que têm buscado fortalecer a proteção da sociedade no ambiente digital.

 

A manifestação da AGU ocorre após o STF decidir, por 8 votos a 3, considerar parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet. O artigo restringia a responsabilização das redes sociais por danos causados por conteúdos de terceiros, exigindo decisão judicial para remoção.

 

STF viu falhas na proteção de direitos fundamentais

A Corte entendeu que a norma, da forma como estava redigida, não garantia proteção suficiente a direitos fundamentais. Por isso, decidiu que, até que o Congresso aprove uma nova legislação, as plataformas podem ser responsabilizadas civilmente por conteúdos ilícitos, mesmo sem ordem judicial prévia, exceto nos casos de crimes contra a honra — nesses, segue sendo necessária decisão judicial.

 

A tese fixada também determina que, em situações de replicação de conteúdos ofensivos já removidos por decisão da Justiça, as plataformas deverão excluir novas postagens semelhantes, sem necessidade de nova análise judicial. Além disso, reforça a obrigação de as empresas manterem sede e representação legal no Brasil, com capacidade de responder administrativa e judicialmente.

 

Outro ponto da decisão foi a diferenciação entre redes sociais abertas e serviços de mensagens privadas, como WhatsApp e e-mail. Nestes casos, segue valendo a regra anterior do Marco Civil, com necessidade de decisão judicial para responsabilização.

 

Além disso, os ministros estabeleceram que as plataformas deverão implementar mecanismos de autorregulação, com regras claras de notificação, devido processo e publicação periódica de relatórios de transparência. Também será exigido que disponibilizem canais de atendimento acessíveis a todos os usuários, inclusive não cadastrados.

 

Repercussão

A decisão do STF tem repercussão geral, o que significa que deverá ser seguida por todas as instâncias do Judiciário brasileiro em casos semelhantes. O presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, enfatizou que o Supremo não está legislando, mas oferecendo critérios até que o Congresso Nacional regulamente o tema.

 

“O Tribunal não está legislando. Está decidindo dois casos concretos que surgiram. Está decidindo critérios até que o Legislativo defina critérios sobre essa questão”, declarou Barroso.

 

Com informações do Metrópoles

 

 

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A AUTORA

Editora do Blog da Renata, a jornalista Renata Gondim tem atuação de mais de vinte anos na cobertura política de Pernambuco e hoje é uma das principais vozes femininas e produtora de conteúdo na área, destacando-se por sua atuação nas redes sociais. Foi correspondente em Brasília (DF) pela Agência Nordeste, na cobertura dos fatos do Congresso Nacional, e repórter Sênior de Política e colunista interina no jornal Folha de Pernambuco. É comentarista política da Rádio Tamandaré 890 AM, no quadro Provérbios da Política, com participações especiais como convidada também em outras emissoras do Estado e pela TV Nova Nordeste.

 

No segmento da assessoria governamental, foi Secretária de Comunicação e Relações Institucionais da Prefeitura de São Lourenço da Mata (2008-2014), na Região Metropolitana do Recife (RMR); e assessora de comunicação da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI). Possui especialização em Marketing Eleitoral.

 

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A AUTORA

Renata Gondim é jornalista desde 2004. Foi repórter da editoria de Política da Folha de Pernambuco e colunista interina da Folha Política. Em Brasília, foi correspondente da Agência Nordeste no Congresso Nacional. Nos últimos anos, dedicou-se à assessoria de comunicação governamental. De volta à cobertura jornalística e aos bastidores da informação, agora com um blog autoral, assume a missão de combater as fake news e a manipulação de conteúdo, trazendo para você os principais fatos da política e temas de interesse da sociedade pernambucana.

 

Contato: renata@blogdarenata.com.br

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