
A Assembleia Legislativa de Pernambuco reabriu os trabalhos do Legislativo nesta segunda-feira (4) tendo mais uma vez como mote de seus discursos a votação para autorização dos empréstimos de mais de R$ 3 bilhões para o Governo Raquel Lyra. O presidente da Casa, Álvaro Porto (PSDB), reafirmou o compromisso dos parlamentares com o diálogo para resolver as divergências entre os dois Poderes que marcaram o primeiro semestre, mas também pontuou a autonomia e a independência do Legislativo para o exercício das prerrogativas de legislar e fiscalizar a atuação do Governo do Estado.
“Vamos trabalhar para superar as divergências com diálogo. A relação com os demais poderes e sociedade continuará a ser preservada. Ainda que existam diferenças, há disponibilidade para o diálogo e construção de entendimento. É importante destacar que a sustentação de uma relação institucional com os outros poderes deve ser feita de forma respeitável, reconhecendo a independência e o papel que a Constituição reserva a cada um”, disse o presidente.
O deputado Izaías Régis (PSDB) defendeu a união entre os parlamentares neste segundo semestre, em prol do progresso do estado. Ele pediu uma reunião com a Mesa Diretora da Alepe para discutir futuros projetos e retomar o diálogo para a liberação do empréstimo solicitado pelo Governo do Estado. “Nós precisamos trabalhar com muita ênfase no sentido do desenvolvimento de Pernambuco. É isso que nós queremos. É por isso que estou apelando nessa Casa. Nós precisamos de presença, presença dos deputados aqui”, afirmou.
Doriel Barros (PT) fez coro na cobrança ao presidente Álvaro Porto para que coloque em pauta o projeto que autoriza operações de crédito ao Governo do Estado. Segundo ele, a matéria, que tramita em regime de urgência, já ultrapassou o prazo constitucional para votação. Para o parlamentar, a oposição não apresenta justificativas plausíveis para o atraso. “Não dá para a gente ficar achando que a gente está aqui brincando de ser deputado, eu fui eleito para ser deputado nesta Casa para tratar com seriedade todos os projetos que aqui chegam e aquilo que eu discordar eu colocar para ser debatido, mas não ficar segurando, porque o que está acontecendo aqui é que você segura uns projetos e outros você não segura. Está errado”, pontou.
Antônio Moraes (PP) defendeu que o empréstimo vai fomentar a economia e permitir que as obras do Arco Metropolitano se iniciem. Socorro Pimentel (União Brasil) afirmou que uma minoria de parlamentares está tentando impedir que a governadora realize seus projetos, numa manobra que visa a eleição de 2026. Ela ainda compartilhou as realizações da gestão estadual e parabenizou a condução da governadora na diminuição dos índices de vulnerabilidade social. “Pernambuco vive um novo tempo, um tempo de planejamento, de ação e reconstrução. Um tempo em que a política volta a ter sentido porque volta a estar a serviço das pessoas”, disse ela.
Já o deputado Waldemar Borges (PSB) discordou das avaliações a respeito da urgência dos empréstimos. Ele voltou a afirmar que, dos créditos autorizados pela Alepe até agora, foram poucos os recursos utilizados pelo Governo do Estado, e mais uma vez criticou a demora da gestão Raquel Lyra em executar investimentos. Ele observou que, há um mês, entrou nos cofres do Estado R$ 1 bilhão, mas somente R$ 10 milhões teriam sido executados. “Eu fui ver quanto disso estava destinado para o Arco Metropolitano, para BR-232 tão importante, para as estradas de Bom Conselho e da bacia leiteira. Quanto estava destinado? Nada.”
Júnior Matuto (PSB) também questionou a agilidade do Governo em viabilizar investimentos e que a gestão procura culpar a oposição por essa paralisação. Numa reação a isso, ele pediu o fim do impasse em relação ao empréstimo. “Quero dizer a vocês que, pra acabar com isso, com responsabilidade, vamos botar esse danado pra andar. E eu vou votar a favor do empréstimo. Eu estou declarando meu voto aqui”, garantiu ele.
*Com informações da Alepe











