
Ocupando uma secretaria no Governo Raquel Lyra – a da Criança e Juventude -, e tendo a vice Isabella de Roldão na Prefeitura do Recife até o dia 31 de dezembro, não restou outra alternativa para o PDT do que optar pela neutralidade nas eleições municipais de outubro no Recife. A decisão foi resultado da convenção do diretório municipal que aconteceu na tarde desta sexta-feira (2), e foi anunciada pela vice-prefeita em suas redes sociais.
No entanto, Isabela de Roldão teria anunciado, mais cedo, durante uma reunião, o apoio ao prefeito João Campos. O posicionamento acabou rechaçado pelo presidente nacional do partido, o ministro Carlos Lupi.
“A vida pública exige da gente posicionamentos que precisamos ter coragem de assumir. temos que saber que dentro do processo democrático teremos concordâncias e discordâncias, mas sem esquecer do caminho que nos trouxe até aqui”, disse ela, antes de comunicar acerca da neutralidade.
A decisão do PDT pegou de surpresa o Palácio do Campo das Princesas, que contava com o apoio da sigla ao seu pré-candidato à Prefeitura do Recife, o ex-secretário do Turismo, Daniel Coelho (PSD). E, diga-se de passagem, pode não ser a única, já que o PP, outro partido que compõe a base da governadora Raquel Lyra, poderá lançar candidatura própria na disputa.
A não adesão dos partidos representa a perda de oportunidade de ampliar o tempo de rádio e de televisão durante o guia eleitoral de Daniel.











