
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Roberto Barroso, criticou nesta 2ª feira (3.jun.2024) “modelos de negócios que vivem de engajamento” porque, segundo ele, nesses casos, o ódio “traz mais engajamento” do que a “fala moderada”. Deu a declaração depois da posse da ministra Cármen Lúcia como presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
“Por trás do biombo da liberdade de expressão, muitas vezes se esconde esse modelo de negócio que, para ganhar dinheiro, fomenta o ódio e ameaça jogar a humanidade em um abismo incivilizado, tanto que todos nós estamos enfrentando essa dificuldade em todas as áreas, todos os países do mundo estão procurando uma solução”, declarou a jornalistas.
Os comentários de Barroso vão na mesma esteira das declarações feitas por outras autoridades durante a posse. Tanto as falas da nova presidente do TSE, como de seu antecessor, o ministro Alexandre de Moraes, foram direcionadas à importância do combate à desinformação e à atuação de Cármen Lúcia à frente das eleições municipais deste ano.
Ao falar sobre desinformação, Barroso afirma que o Brasil vive, hoje, um “momento delicado”.
“As desinformações, as notícias fraudulentas, as teorias conspiratórias vêm comprometendo a liberdade de expressão. É muito delicado o que nós vivemos. A liberdade de expressão é essencial para a democracia”, afirmou.
O presidente do STF também voltou a elogiar a ministra e disse que “acha ótimo” que será ela quem presidirá o TSE durante o processo eleitoral de 2024.
“As eleições municipais são mais difíceis de administrar porque são muitos candidatos e a justiça fica, de fato, sobrecarregada. A ministra Cármen é uma pessoa experiente”, disse.
CÁRMEN LÚCIA NO TSE Esta não é a 1ª vez que Cármen Lúcia assume o cargo, já tendo presidido a Corte de abril de 2012 a novembro de 2013. Na ocasião, ela se tornou a 48ª presidente do TSE, e a 1ª mulher a ocupar o posto.
A ministra foi eleita em 7 de maio para ocupar a cadeira deixada pelo ministro Alexandre de Moraes, que está de saída da Corte Eleitoral. A votação foi simbólica, uma vez que é tradição que o ministro com mais tempo na casa assuma a Presidência.
Moraes completou seu 2º biênio no TSE. Ele assumiu como ministro efetivo em 2020. Sua saída abre uma vaga na Corte, que será ocupada pelo ministro André Mendonça, indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na mesma cerimônia desta 2ª (3), o ministro Nunes Marques –também indicado ao STF por Bolsonaro– foi empossado como vice-presidente do TSE. Ocupa o lugar deixado por Cármen Lúcia.
Com informações do Poder360







