
O Banco do Nordeste (BNB) divulgou, na última quinta-feira (3), em Fortaleza (CE), a disponibilidade de recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para 2027. Estão previstos R$ 60,9 bilhões para financiar projetos produtivos instalados em toda área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), que inclui os estados nordestinos, 249 municípios de Minas Gerais e 31 municípios do Espírito Santo.
Os recursos são utilizados para financiar projetos produtivos nos diversos setores da economia para estimular a geração de emprego e renda, modernização da produção, expansão de cadeias produtivas e criação de novos negócios, além de financiar a infraestrutura necessária para atrair novos investimentos.
O volume previsto para o próximo ano é 15,9% maior do que o programado para 2026. As fontes de recursos são o Tesouro Nacional e o retorno das aplicações dos exercícios anteriores – que responde por cerca de 70% do total do Fundo.
A disponibilidade dos recursos para o próximo exercício foi apresentada pelo presidente do BNB, Paulo Câmara, na sede da Instituição, em evento de abertura do processo de elaboração da programação do FNE com a participação do superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, e do secretário Nacional de Fundos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Eduardo Tavares.
Segundo Paulo Câmara, o FNE é a principal ferramenta de alavancagem da economia regional no Brasil. “O Fundo representa uma injeção de recursos fundamental para todos os setores produtivos. É um instrumento financeiro que contribui de maneira estratégica para aumentar a competitividade da Região Nordeste”, afirma.
De acordo com estimativas do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), área de pesquisa do BNB, os recursos do FNE impactaram, em 2025, em R$ 33,2 bilhões sobre o Valor Bruto da Produção, R$ 15,2 bilhões de valor adicionado à economia, R$ 6,3 bilhões de massa salarial e R$ 1,6 bilhão de arrecadação tributária.
O presidente do BNB, ressaltou, ainda, a importância da política de priorização do crédito. “O BNB aplica, pelo menos, 62% dos recursos em portes prioritários, com destaque para micro e pequenas empresas e beneficiários do programa nacional de microcrédito produtivo orientado nos meios urbano e rural. Isso significa dizer que, em 2027, serão mais de R$ 37,8 bilhões para esses públicos”, afirmou.










