
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta sexta-feira (6), em Paris, o certificado da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhecendo o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. A entrega ocorreu durante a Assembleia Geral da OMSA, evento que reúne representantes de países membros para discutir questões sanitárias globais.
A conquista representa um avanço significativo na sanidade agropecuária brasileira, permitindo o acesso a mercados internacionais mais exigentes, como Japão e Coreia do Sul, que só compram carne de países com esse status sanitário. Além disso, estima-se que mais de 244 milhões de bovinos e bubalinos em cerca de 3,2 milhões de propriedades deixarão de ser vacinados contra a doença, resultando em uma economia superior a R$ 500 milhões com a aplicação da vacina.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou que o reconhecimento internacional é fruto de décadas de trabalho técnico e comprometimento institucional. Ele ressaltou que o Brasil agora integra um grupo seleto de países com alto nível de sanidade animal, o que fortalece a posição do país no comércio internacional de produtos de origem animal.
O vice-presidente Geraldo Alckmin também comemorou a conquista, afirmando que o novo status abre portas para mercados mais remuneradores e exigentes, elevando a competitividade da carne brasileira no cenário global.
Com a certificação, o Brasil se junta a países como Chile, Peru, Panamá, Guianas, além de partes da Colômbia, Argentina, Bolívia e outros, que já possuem o status de livre de febre aftosa sem vacinação.
A medida reforça o compromisso do país com a segurança alimentar e a qualidade de seus produtos agropecuários, consolidando o Brasil como líder mundial na produção e exportação de carne bovina.










