
No jogo da política, assim como na vida, expectativa move mundos e peças do tabuleiro. Desde que Bolsonaro foi derrotado em 2022 e após janeiro de 2023, seu grupo político está às voltas com a defesa do ex-presidente — investigado, entre outros, por uma tentativa de golpe de Estado.
E com o discurso uníssono de que — mesmo inelegível — em 2026 só existe um candidato da direita e ele se chama Jair Bolsonaro. Mas, na prática, a realidade e a movimentação de bastidor são outras.
Ninguém na direita vai admitir publicamente, mas há um consenso entre players do campo político: Bolsonaro interdita o debate sobre o sucessor — e racha a direita.
Por isso, o ideal seria que ele — cabo eleitoral importante, líder fundamental para atrair votos para a direita — tirasse o time de campo e abençoasse um candidato.
Mas ele não o fará, a julgar pelo que dizem seus familiares e também principais aliados, muito pelo contrário: esticará a corda e pode implodir a chance de unir a direita no timing necessário para um projeto competitivo na disputa eleitoral, na avaliação de fontes ouvidas pelo blog.
Por isso, também não vão admitir jamais publicamente, mas a opinião corrente nos bastidores é de que será o avanço da denúncia na PGR e um possível desfecho com prisão as únicas coisas que podem pressionar Bolsonaro a antecipar uma saída política e escolha de um sucessor.
Com informações do G1










