Congresso aprova LDO com prazo apertado para emendas

Foto: Reprodução

 

O Congresso Nacional aprovou, nesta quinta-feira (4/12), o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. O parecer, que obriga o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a pagar a maior parte das emendas até meados do ano eleitoral, recebeu votação simbólica.

 

A LDO é o conjunto de diretrizes e regras que ditam como o governo federal deverá gastar o Orçamento do ano seguinte. A proposta é enviada pelo Palácio do Planalto, normalmente, no primeiro trimestre do ano anterior ao que se refere o projeto, e deve ser votado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e, depois, pelo Congresso Nacional.

 

O relatório do deputado federal Gervásio Maia (PSB-PB) instituiu um cronograma para a execução de 65% dos recursos impositivos (àqueles que o Palácio do Planalto é obrigado a pagar) indicados por parlamentares até julho de 2026. Isso se aplica para emendas individuais e de bancadas estaduais. As emendas de comissão ficaram de fora por acordo.

 

A agenda foi um dos principais pontos de conflito entre o governo e o Congresso e levou ao adiamento da votação por quase cinco meses. O relatório de Maia foi chancelado na Comissão Mista de Orçamento (CMO) na quarta-feira (3/12) antes de chegar ao plenário.

 

Ao mesmo tempo, o relator aliviou a pressão para o governo e determinou que o Planalto poderá perseguir o piso da meta fiscal em 2026, não sendo necessário perseguir o centro. Essa seria uma forma de evitar contingenciamentos volumosos. A meta fiscal para o próximo ano é de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 34 bilhões, com intervalo de 0,25% para cima ou para baixo, ou seja, o piso inferior é de déficit zero.

 

Na comissão, os parlamentares ainda aprovaram um destaque que permite que o Fundo Partidário aumente no ano eleitoral. O destaque determina que o fundo deverá crescer de forma retroativa a partir do valor estipulado no Orçamento de 2016, sendo corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)- de até 2,5% ao ano. A determinação infla os recursos destinados às siglas partidárias em mais de R$ 160 milhões, além dos quase R$ 5 bilhões já previstos.

 

Já no plenário, foram apresentados quatro destaques, mas, também por acordo, foram retirados dois e incorporados um – apresentado pelo PL e pelo PP. Este determina que o governo fica impedido de criar novas despesas obrigatórias, fundos de financiamento de políticas públicas e de ampliar gastos tributários no próximo ano. Isso não se aplica a casos de calamidade pública.

 

Na quarta-feira (4/12), a CMO aprovou o relatório preliminar do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026. Na próxima semana, o colegiado deverá votar os relatórios setoriais e, depois, o relatório final de Isnaldo Bulhões (MDB-AL). O presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) deverá convocar uma nova sessão conjunta na para a votação da LOA na já semana que vem.

 

Vetos

 

Os parlamentares também analisaram 5 vetos de Lula. Dentre os atos, os parlamentares derrubaram o veto a exigência de exame toxicológico para quem busca habilitação nas categorias A (motocicletas) e B (carros de passeio). Na prática, então, o teste será obrigatório aos motoristas.

 

Lula havia vetado uma lei que dava à Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) isenção do pagamento de taxas e contribuições. Essas taxas são cobradas por órgãos reguladores quando a empresa solicita o registro e a proteção de seus experimentos, produtos e tecnologias geradas. No entanto, o Congresso derrubou esse veto.

 

Os parlamentares mantiveram atos de Lula. Dentre eles, manteve-se o veto ao trecho que exigia a apresentação de atestado de deficiência de grau moderado ou grave para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC). A regra fazia parte do pacote de corte de gastos do governo anunciado em 2024, mas Lula resolveu vetá-la depois da repercussão negativa.

 

Com informações do Metrópoles

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A AUTORA

Editora do Blog da Renata, a jornalista Renata Gondim tem atuação de mais de vinte anos na cobertura política de Pernambuco e hoje é uma das principais vozes femininas e produtora de conteúdo na área, destacando-se por sua atuação nas redes sociais. Foi correspondente em Brasília (DF) pela Agência Nordeste, na cobertura dos fatos do Congresso Nacional, e repórter Sênior de Política e colunista interina no jornal Folha de Pernambuco. É comentarista política da Rádio Tamandaré 890 AM, no quadro Provérbios da Política, com participações especiais como convidada também em outras emissoras do Estado e pela TV Nova Nordeste.

 

No segmento da assessoria governamental, foi Secretária de Comunicação e Relações Institucionais da Prefeitura de São Lourenço da Mata (2008-2014), na Região Metropolitana do Recife (RMR); e assessora de comunicação da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI). Possui especialização em Marketing Eleitoral.

 

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A AUTORA

Renata Gondim é jornalista desde 2004. Foi repórter da editoria de Política da Folha de Pernambuco e colunista interina da Folha Política. Em Brasília, foi correspondente da Agência Nordeste no Congresso Nacional. Nos últimos anos, dedicou-se à assessoria de comunicação governamental. De volta à cobertura jornalística e aos bastidores da informação, agora com um blog autoral, assume a missão de combater as fake news e a manipulação de conteúdo, trazendo para você os principais fatos da política e temas de interesse da sociedade pernambucana.

 

Contato: renata@blogdarenata.com.br

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