
O prefeito do Recife e candidato à reeleição, João Campos (PSB), e o candidato do PL, Gilson Machado Neto, polarizaram os embates do debate entre os prefeituráveis que foi transmitido pela TV Globo. O atual prefeito não vem fugindo do adversário, que é o segundo colocado na disputa, segundo as pesquisas de intenção de voto, e a estratégia usada pelo socialista é clara: mostrar que o candidato bolsonarista não fala a verdade.
João Campos citou o elevado número de decisões jurídicas que acabou por retirar do ar o guia eleitoral do adversário por uma semana e afirmou ser “um recorde” na campanha da cidade. Por sua vez, Gilson respondeu que o prefeito o calou na TV, mas que não iria calar durante o debate, e insistiu por diversas vezes em falar sobre o caso das creches do Recife. “Eu ando com a verdade, mesmo sendo punido”, rebateu ele.
Gilson repete o discurso de que o eleitorado recifense precisa dar a oportunidade de levar as eleições para um segundo turno. João Campos segue mantendo o favoritismo na disputa com ampla vantagem. De acordo com pesquisa divulgada hoje, pelo Datafolha, o socialista alcançou 78% dos votos válidos.
O candidato Daniel Coelho, do PSD, também enfatizou a necessidade de estender o debate para o segundo turno, e pautou seu discurso em comparações entre iniciativas do Governo do Estado, comandada pela sua principal cabo eleitoral – a governadora Raquel Lyra (PSDB) – e a atual gestão municipal. Em um dos momentos do debate, cobrou mais investimento em transporte público. Por sua vez, João também não deixou de atacar o Governo do Estado quando citou que as câmeras de monitoramento da cidade são iniciativa da Prefeitura do Recife, mesmo sendo de responsabilidade do Executivo estadual. Ao falar sobre habitação, Daniel chegou a citar dados das gestões de aliados do PSB – como os ex-prefeitos João Paulo e João da Costa (ambos do PT) -, que segundo ele são superiores aos entregues pelos socialistas nos últimos 12 anos.
A deputada estadual Dani Portela, candidata do PSOL, apostou em identificar a ideologia política dos seus adversários e frisou que o candidato à reeleição, João Campos, vem “escondendo” o presidente Lula e o PT de sua campanha. “Não assume o lado, mas quer o voto do PT”, disparou ela. Após ser preterido na escolha da vice para o PCdoB, militantes do partido dos Trabalhadores passaram a demonstrar simpatia pela candidatura da deputada. Em embate com Gilson, ela também lembrou momentos do Governo Jair Bolsonaro, sobretudo no que se refere à falta de políticas para mulheres.











