
A presidente do NDB (Novo Banco de Desenvolvimento, na sigla em inglês), Dilma Rousseff, disse nesta 3ª feira (21.mai.2024) que os recursos destinados ao Rio Grande do Sul “não foram aprovados na vigência do governo Bolsonaro”. Em 16 de maio, o Poder360 divulgou que mais da metade do US$ 1,1 bilhão (o equivalente a R$ 5,8 bilhões) anunciado para ajudar na reconstrução do Estado já estava acertada em contratos assinados pela instituição com o governo brasileiro de 2020 a 2023.
“Ao contrário do que insinuam expoentes da extrema-direita brasileira, os recursos anunciados há uma semana por Dilma Rousseff não foram aprovados na vigência do governo Bolsonaro. As operações para a concessão de empréstimo são bem mais recentes. A mais antiga é de novembro de 2023. A mais nova, de março deste ano”, lê-se em publicação no perfil de Dilma no X (ex-Twitter).
Segundo o post de Dilma, US$ 995 milhões são operações feitas sob a sua gestão no NDB: US$ 500 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e US$ 295 milhões do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) “são de operações aprovadas, respectivamente, em 14 de novembro de 2023, pelo Senado Federal, e em março de 2024, pela Comissão de Financiamentos Externos do Ministério do Planejamento”.
Outros US$ 200 milhões “dependem de projetos a serem submetidos pelas autoridades brasileiras” ao chamado banco dos Brics. “Ou seja, são operações ainda mais recentes”, declarou a assessoria de Dilma.
“Quanto às operações ‘antigas’ –US$ 100 milhões do BB e US$ 20 milhões do BRDE– ambas foram direcionadas exclusivamente agora para o Rio Grande do Sul”, acrescentou.
O NDB, mais conhecido como banco dos Brics, tem sede em Xangai, na China, e foi criado em 2015. A instituição serve como uma alternativa ao Banco Mundial e ao FMI (Fundo Monetário Internacional). Tem como integrantes: Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul, Bangladesh, Emirados Árabes, e Egito.
Conforme mostrou o Poder360, mais da metade do valor anunciado pelo NDB foi apenas realocada. O modelo adotado para os repasses é anterior à sua gestão. O montante faz parte de projetos assinados entre banco dos Brics com o BNDES, Banco do Brasil e o BRDE.
Integrantes do governo Bolsonaro alegam que os US$ 250 milhões citados foram aprovados durante o governo anterior. O valor, no entanto, é parte de um contrato com o BNDES, aprovado pelo banco multilateral em 2020, mas só referendado pelo Senado brasileiro em 2023, já durante o governo Lula.
Há ainda uma nova linha de crédito, no valor de US$ 295 milhões, para o BRDE, que está em tramitação final e deve ser concluída nas próximas semanas. Devido ao trâmite, esse dinheiro deverá demorar mais para ser repassado.
O único montante novo de fato são os US$ 200 milhões que Dilma informou que serão repassados pela instituição diretamente ao governo do Rio Grande do Sul. Como declarou a presidente do NBD no X, a liberação do dinheiro depende da preparação de projetos e, por isso, também irá demorar para chegar de fato aos gaúchos.
Com informações do Poder360









