
O dólar operava em alta na última sessão da semana, na manhã desta sexta-feira (7/3).
Os principais destaques da agenda econômica observados pelo mercado são a divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2024, o relatório “payroll” com dados de emprego nos Estados Unidos e os desdobramentos das tarifas comerciais impostas pelo governo norte-americano.
O que aconteceu
Às 9h49, a moeda norte-americana subia 0,27%, cotada a R$ 5,773.
Mais cedo, às 9h07, o dólar recuava 0,02% e era negociado a R$ 5,757.
Na máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,776. A mínima é de R$ 5,754.
No dia anterior, a moeda dos EUA ficou praticamente estável, com leve alta de 0,02%, cotada a R$ 5,75.
Com o resultado, o dólar acumula perdas de 2,69% no mês e 6,84% no ano.
PIB do Brasil
No cenário doméstico, os investidores repercutem nesta sexta o desempenho da economia brasileira no ano passado.
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB do Brasil fechou 2024 com uma expansão de 3,4%, confirmando o forte desempenho esperado pelo governo.
No quarto trimestre do ano passado, o PIB do país avançou 0,2%. A projeção dos analistas era uma alta de 0,5%.
Preços dos alimentos
Ainda no ambiente interno, o mercado acompanha com atenção das medidas anunciadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tentar conter a alta nos preços dos alimentos.
Uma das propostas é zerar a alíquota de importação de diversos produtos, entre os quais azeite, milho, óleo de girassol, sardinha, biscoitos, massas alimentícias (macarrão), café, carnes e açúcar.
As propostas também foram discutidas com o setor produtivo. Empresários se reuniram com o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros Rui Costa (Casa Civil), Carlos Fávaro (Agricultura), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social).
No entanto, o vice-presidente não soube informar o impacto fiscal que as medidas irão causar. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, um dos principais defensores da responsabilidade fiscal dentro do governo Lula, não participou do anúncio.
Além de Haddad, o próprio presidente não esteve presente, apesar da participação dele ter sido esperada, visto que são medidas para alcançar a popularidade do governo dele, que tem acumulado quedas.
Tarifas nos EUA
Nesta sexta, o mercado repercute ainda a reunião entre Alckmin e o secretário do Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, por videoconferência, que aconteceu na quinta-feira (6/3).
O tema do encontro foi o “tarifaço” imposto pelo governo de Donald Trump nos Estados Unidos sobre produtos importados de uma série de países, entre os quais o Brasil.
O mercado de madeira brasileira pode ser um dos mais prejudicados, já que os EUA são o principal destino das exportações do setor, recebendo 42,4% do total. Trump já anunciou uma tarifa de 25% sobre produtos florestais importados, o que pode dificultar a competitividade dos produtos nacionais.
Outro ponto de preocupação do governo brasileiro é o etanol. Atualmente, o país aplica uma tarifa de 18% sobre o produto norte-americano, enquanto os EUA cobram apenas 2,5% do etanol brasileiro. A política de “tarifas recíprocas” defendida por Trump pode levar a um aumento dessa taxação.(Leia mais informações no Metrópoles.com)









