
O secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Antony Blinken, chegou às 9h para o encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quarta-feira (21/2), no Palácio do Planalto. A conversa durou cerca de uma hora e cinquenta minutos.
Na saída, o secretário não quis responder se a tratativa envolveu a Faixa de Gaza, enclave da guerra entre Israel e Hamas, grupo da Palestina. Blinken agradeceu o tempo de Lula e disse ter sido uma “reunião importante”.
Além disso, o representante dos Estados Unidos disse que os dois países fazem trabalhos importantes juntos e ressaltou a relação “bilateral, regional e global” dessas ações.
Assim que chegou ao Planalto, Blinken falou com a imprensa apenas que estava “animado” para a conversa. Ele estava acompanhado da embaixadora dos EUA no Brasil, Elizabeth Bagley.
Nesta manhã, era esperado o debate de temas bilaterais, como a presidência do Brasil no G20, ou Grupo dos Vinte, e as principais propostas do país à frente do bloco, como o combate à fome e à pobreza.
As repercussões a uma fala de Lula sobre a guerra entre Israel e Hamas, da Palestina, com uma comparação ao Holocausto, não eram, a princípio, o foco do encontro. O conflito armado seria debatido apenas caso o assunto partisse primeiramente do Brasil.
Na terça-feira (20/2), Matthew Miller, do Departamento de Estado norte-americano, disse que “obviamente” o país discorda dos comentários feitos por Lula comparando a calamidade na Faixa de Gaza, enclave da guerra, com o Holocausto.
O Brasil propôs a paralisação do conflito no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), mas a solução foi vetada justamente pelo país norte-americano, que ontem repetiu o mesmo veto pela terceira vez. Entretanto, o fato não interrompeu as comunicações entre os presidentes dos dois países.
Lula e Joe Biden conversam sobre uma visita do chefe dos Estados Unidos ao solo brasileiro ainda neste primeiro semestre.
Blinken pousou em Brasília, na noite dessa terça-feira (20/2), com recepção de uma comitiva de embaixadores e membros do Itamaraty.
Com informações do Metrópoles











