
Militares e auxiliares do entorno mais próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) convocaram reuniões com militares “kids pretos” — também chamados de “forças especiais” (FE) — para atuarem em atos antidemocráticos, ajudando os golpistas. É o que apontam as investigações da Polícia Federal (PF), que deflagrou nesta quinta-feira (8) uma operação contra o ex-presidente, seus ex-assessores e ex-ministros.
Kids pretos são militares da ativa ou da reserva do Exército, especialistas em operações especiais. Eles são treinados para participar de missões com alto grau de risco e sigilo. O trabalho inclui operações de guerra irregular — terrorismo, guerrilha, insurreição, movimentos de resistência, insurgência.
Além disso, os kids pretos são preparados para situações que envolvem sabotagem, operações de inteligência, planejamento de fugas e evasões. Segundo o Exército, atualmente o grupo tem um efetivo aproximado de 2,5 mil militares.
Conforme documento divulgado pela PF, o entorno de Bolsonaro discutiu com o ex-presidente medidas antidemocráticas para reverter o resultado das eleições de 2022, incluindo o “emprego de técnicas e militares com formação em Forças Especiais [kids pretos] para os atos direcionados à execução do golpe de Estado”.
Ainda segundo a PF, reuniões eram feitas por integrantes do governo e militares da ativa para:
Encaminhar orientações aos manifestantes de como agirem;
Mostrar locais de atuação;
Financiar e respaldar ações dos manifestantes, por meio da Forças Armadas.
“Os fatos identificados indicam, ainda, a possível arregimentação de militares com formação em forças especiais para atuarem no cenário de interesse, ou seja, nas manifestações golpistas”, destaca o documento.
De acordo com o Exército, a nomenclatura “kid preto” é um apelido informal atribuído aos militares de Operações Especiais do Exército Brasileiro, pelo fato de usarem um gorro preto. O processo seletivo para as Forças de Operações Especiais é realizado entre militares voluntários que realizam curso de Ações de Comandos e de Forças Especiais, segundo o Exército.
Como parte do treinamento, os militares aprendem a atuar em missões com alto grau de risco e sigilo, como em operações de guerra irregular — terrorismo, guerrilha, insurreição, movimentos de resistência, insurgência. Além disso, são preparados para situações que envolvam sabotagem, operações de inteligência, planejamento de fugas e evasões.
Com informações do G1











