
Os advogados de Filipe Martins informaram a Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), que o ex-assessor internacional da presidência de Jair Bolsonaro não usou redes sociais após a proibição de acessá-las.
O que aconteceu
Redes de Martins estão sob “custódia exclusiva de seus advogados” desde 8 de fevereiro de 2024, diz defesa. Ainda segundo os advogados, o réu não acessa suas contas desde abril de 2023.
Funcionalidade do LinkedIn teria originado confusão, segundo advogados. Na peça enviada a Moraes, a defesa afirma que a notificação ligada à função “Quem viu seu perfil” está relacionada à “mera visualização” e não indica “qualquer utilização ativa da plataforma”.
Defesa pede que Moraes não adote novas medidas mais duras contra Martins. Além disso, os advogados solicitam que “se reconheça formalmente o cumprimento exemplar, contínuo e de boa-fé das medidas cautelares por parte do Defendente”.
Moraes pediu esclarecimentos sobre uso de redes sociais ontem. Ministro cobrou explicações após ser informado ontem sobre atividades do perfil de Martins. Segundo o ministro, chegou ao seu gabinete a notícia de que ele estaria buscando o perfil de pessoas por meio de seu LinkedIn.
Martins está em prisão domiciliar desde sábado por ordem de Moraes. Ministro mandou prender Martins e outros nove condenados pela trama golpista, após o ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques, ser preso no Paraguai enquanto tentava fugir para El Salvador.
Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão pela Primeira Turma do STF no julgamento da trama golpista. Ainda cabe recurso da condenação, mas ele já está cumprindo prisão domiciliar e proibido de utilizar redes sociais por ordem de Moraes. Caso descumpra alguma das medidas impostas pela Justiça, ele estará sujeito à prisão.
Com informações do UOL










