
O governo federal ainda não definiu como será feito o ressarcimento de aposentados e pensionistas vítimas de descontos ilegais nos benefícios pagos pelo INSS. O esquema, que envolvia associações conveniadas, teria fraudado o sistema ao cadastrar beneficiários sem autorização, realizando cobranças diretamente nos pagamentos previdenciários entre 2019 e 2024. Estima-se que 4,1 milhões de pessoas tenham sido afetadas, com prejuízo de até R$ 6,3 bilhões.
Uma reunião nesta terça-feira (6), no Palácio do Planalto, debateu possíveis soluções, mas terminou sem uma decisão concreta. A principal proposta em análise é que o reembolso ocorra por meio de folha suplementar, com o depósito diretamente na conta onde os aposentados já recebem seus benefícios. O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, alertou que a restituição será feita exclusivamente por esse canal, para evitar novos golpes.
Nos bastidores, o governo considera usar recursos públicos para garantir o pagamento imediato às vítimas, já que os bloqueios judiciais realizados até agora não seriam suficientes. Também está em estudo a possibilidade de permitir que os beneficiários relatem os descontos indevidos por meio do aplicativo Meu INSS — medida que esbarra nas dificuldades tecnológicas enfrentadas por parte da população idosa.
O presidente Lula determinou que as entidades envolvidas na fraude sejam responsabilizadas judicialmente e obrigadas a devolver os valores. Uma nova reunião marcada para esta quarta-feira (7) pode definir como os pagamentos serão feitos e se haverá uso emergencial de verbas públicas para reparar os prejuízos causados aos aposentados.











