Governo do RJ envia a Moraes plano para reocupar áreas controladas pelo crime

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

 

O governo do Rio de Janeiro encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (22/12), um Plano Estratégico de Reocupação Territorial voltado a áreas sob domínio de organizações criminosas. O documento foi apresentado no âmbito da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, que trata das políticas de segurança pública no estado.

 

O envio do plano atende a uma determinação do STF, que obrigou o estado e os municípios interessados a elaborarem uma estratégia para a retomada permanente desses territórios pelo poder público.

 

A decisão prevê que a reocupação observe princípios do urbanismo social e vá além de ações policiais pontuais.

 

Segundo o governo fluminense, o plano foi elaborado no âmbito da Secretaria de Estado da Segurança Pública e estabelece diretrizes, metodologia e uma estrutura de governança para a reocupação territorial.

 

A proposta prevê a atuação integrada de políticas de segurança pública, urbanismo e desenvolvimento social, com foco na presença contínua do Estado.

 

Eixos do plano

 

Entre os eixos do plano estão a instalação de equipamentos públicos, a qualificação de serviços básicos e a implementação de políticas voltadas à juventude, como forma de reduzir a influência de grupos criminosos e ampliar o acesso da população a direitos fundamentais.

 

“Observando os princípios do urbanismo social e com o escopo de viabilizar a presença do Poder Público de forma permanente, por meio da instalação de equipamentos públicos, políticas voltadas à juventude e a qualificação de serviços básicos, devendo o plano ter caráter operacional, com cronograma objetivo, contando com alocação obrigatória de recursos federais, estaduais e municipais, inclusive oriundos de emendas parlamentares impositivas”, afirma o texto.

 

O documento ainda prevê a elaboração de planos táticos e operacionais específicos para cada território, com definição de fases, responsabilidades institucionais, cronograma de execução e fontes de financiamento.

 

Segundo a determinação do STF, o plano deve contar com alocação obrigatória de recursos federais, estaduais e municipais, incluindo verbas provenientes de emendas parlamentares impositivas.

 

No pedido encaminhado ao Supremo, o Estado do Rio de Janeiro solicitou formalmente a juntada do plano aos autos da ADPF 635, como comprovação do cumprimento da decisão judicial.

 

O conteúdo agora será analisado pelo relator, ministro Alexandre de Moraes, que poderá avaliar se as medidas propostas atendem às exigências fixadas pela Corte.

 

A ADPF 635, conhecida como a “ADPF das Favelas”, é um dos principais processos em curso no STF sobre a política de segurança pública no Rio de Janeiro e estabelece limites e obrigações ao Estado em operações policiais, especialmente em áreas densamente povoadas.

 

Primeiros territórios a receber nova etapa da ação

 

Muzema, Rio das Pedras e Gardênia Azul devem ser os primeiros territórios a receber a nova etapa da ação. As três localidades estão situadas em um eixo sensível de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, marcado por disputas entre facções do tráfico de drogas e grupos milicianos.

 

A instabilidade na região tem impacto direto na mobilidade urbana e na segurança de bairros vizinhos, como Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes.

 

Jacarepaguá foi definida como área piloto por concentrar, simultaneamente, os três principais grupos criminosos em atuação no estado: Comando Vermelho (CV), milícias e Terceiro Comando Puro (TCP).

 

Apesar do avanço do tráfico, as milícias seguem com forte atuação, sobretudo no controle de serviços como distribuição de gás, internet, transporte alternativo e exploração imobiliária, sustentando uma ampla economia ilegal.

 

Com informações do Metrópoles

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A AUTORA

Editora do Blog da Renata, a jornalista Renata Gondim tem atuação de mais de vinte anos na cobertura política de Pernambuco e hoje é uma das principais vozes femininas e produtora de conteúdo na área, destacando-se por sua atuação nas redes sociais. Foi correspondente em Brasília (DF) pela Agência Nordeste, na cobertura dos fatos do Congresso Nacional, e repórter Sênior de Política e colunista interina no jornal Folha de Pernambuco. É comentarista política da Rádio Tamandaré 890 AM, no quadro Provérbios da Política, com participações especiais como convidada também em outras emissoras do Estado e pela TV Nova Nordeste.

 

No segmento da assessoria governamental, foi Secretária de Comunicação e Relações Institucionais da Prefeitura de São Lourenço da Mata (2008-2014), na Região Metropolitana do Recife (RMR); e assessora de comunicação da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI). Possui especialização em Marketing Eleitoral.

 

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A AUTORA

Renata Gondim é jornalista desde 2004. Foi repórter da editoria de Política da Folha de Pernambuco e colunista interina da Folha Política. Em Brasília, foi correspondente da Agência Nordeste no Congresso Nacional. Nos últimos anos, dedicou-se à assessoria de comunicação governamental. De volta à cobertura jornalística e aos bastidores da informação, agora com um blog autoral, assume a missão de combater as fake news e a manipulação de conteúdo, trazendo para você os principais fatos da política e temas de interesse da sociedade pernambucana.

 

Contato: renata@blogdarenata.com.br

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