Governo vê inflação de alimentos como vilã e estuda como revertê-la

Foto: Felipe Menezes/ Metrópoles

 

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) analisa implementar medidas para reduzir o preço dos alimentos nas gôndolas dos supermercados. Em 2024, a inflação acumulada ficou em 4,83%, acima da meta estipulada pela equipe econômica. A alta foi impactada, principalmente, pelo grupo Alimentação e Bebidas.

 

Entenda a alta dos alimentos:

 

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o governo trabalha em um “conjunto de intervenções” para baratear o preço dos alimentos. As ações ainda não foram divulgadas.
O aumento é resultado de eventos climáticos extremos que afetaram a produção de alguns itens, como o arroz.

 

Ainda no ano passado, o governo tentou importar arroz, por meio de um leilão, com o objetivo de baratear o preço do alimento. No entanto, em meio à pressão de produtores e suspeitas de irregularidades, a medida foi suspensa.
Em novembro, o presidente se reuniu com representantes da indústria de alimentos com o objetivo de debater uma solução.

 

Na última segunda-feira (20/1), o chefe do Executivo classificou o barateamento dos produtos como uma prioridade para 2025. Durante a reunião ministerial, Lula cobrou ministros por ações para mitigar o problema.

 

“É uma tarefa nossa garantir que o alimento chegue na mesa do povo trabalhador, da dona de casa, na mesa do povo brasileiro, em condições compatíveis com o salário que ele ganha”, ressaltou o presidente.

 

Nessa quarta-feira (22/1), o governo reiterou a preocupação e indicou que trabalha em formas de contornar a inflação que atinge esses produtos. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o Executivo está elaborando um “conjunto de intervenções” para reduzir os preços dos alimentos.

 

Além das ações que ainda estão em fase de elaboração, o governo espera que a safra neste ano seja melhor, o que deverá contribuir para o barateamento dos alimentos. Durante o ano passado, os preços sofreram impactos do clima, por exemplo, por secas e excesso de chuvas.

 

Além disso, as entidades do setor apontam que o aumento dos preços de materiais para embalagens somado à elevação nos custos de combustíveis e energia, contribuiu para elevar significativamente os custos de produção. “Esse cenário foi agravado pela desvalorização cambial, que trouxe impactos adicionais ao setor”, indica a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA).

 

As demandas do setor foram apresentadas ao governo em novembro de 2024. Participaram do encontro, o presidente Lula e alguns ministros, como Fernando Haddad (Fazenda), Carlos Fávaro (Agricultura) e Rui Costa (Casa Civil).

 

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que também participou da reunião, reafirmou, nesta quarta, a necessidade de “ações concretas para controlar a inflação e tornar o acesso aos alimentos mais acessível para a população”.

 

Entre as medidas que a entidade propôs, estão a reestruturação do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), por meio do PAT e-Social, com apoio da Caixa Econômica Federal. A medida, segundo a entidade, pode gerar economia da ordem de R$ 10 bilhões anuais.

 

A Abras ainda defende a venda de remédios sem receita nos supermercados, o que poderia reduzir os preços em 35%; a modernização do sistema de prazos de validade, o chamado Best Before; e a redução do prazo de reembolso dos cartões de crédito.

 

O governo ainda não deixou claro que medidas pretende adotar para contornar a inflação que incide sobre os alimentos. No ano passado, entretanto, o governo tentou intervir no preço do arroz, ao importá-lo, por meio de um leilão. No entanto, em meio à pressão de produtores e suspeitas de irregularidades, a medida foi suspensa.

Com informações do Metrópoles

Compartilhe:

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn

A AUTORA

Editora do Blog da Renata, a jornalista Renata Gondim tem atuação de mais de vinte anos na cobertura política de Pernambuco e hoje é uma das principais vozes femininas e produtora de conteúdo na área, destacando-se por sua atuação nas redes sociais. Foi correspondente em Brasília (DF) pela Agência Nordeste, na cobertura dos fatos do Congresso Nacional, e repórter Sênior de Política e colunista interina no jornal Folha de Pernambuco. É comentarista política da Rádio Tamandaré 890 AM, no quadro Provérbios da Política, com participações especiais como convidada também em outras emissoras do Estado e pela TV Nova Nordeste.

 

No segmento da assessoria governamental, foi Secretária de Comunicação e Relações Institucionais da Prefeitura de São Lourenço da Mata (2008-2014), na Região Metropolitana do Recife (RMR); e assessora de comunicação da Empresa Pernambucana de Transporte Intermunicipal (EPTI). Possui especialização em Marketing Eleitoral.

 

VÍDEOS

MAIS LIDAS

1

Ex-prefeito Hildo Hacker segue com direitos políticos suspensos

1

A partir de 2025, vereadores do Recife vão receber até R$ 37,8 mil em salário e “penduricalhos”

1

Já diz o ditado: “Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai à Maomé”

1

Miguel Coelho firma compromisso por hospital regional em Ipojuca

1

“Serei a senadora das mulheres, da educação, da cultura, do emprego e oportunidade”

A AUTORA

Renata Gondim é jornalista desde 2004. Foi repórter da editoria de Política da Folha de Pernambuco e colunista interina da Folha Política. Em Brasília, foi correspondente da Agência Nordeste no Congresso Nacional. Nos últimos anos, dedicou-se à assessoria de comunicação governamental. De volta à cobertura jornalística e aos bastidores da informação, agora com um blog autoral, assume a missão de combater as fake news e a manipulação de conteúdo, trazendo para você os principais fatos da política e temas de interesse da sociedade pernambucana.

Contato: renata@blogdarenata.com.br

VÍDEOS

MAIS LIDAS

1

Ex-prefeito Hildo Hacker segue com direitos políticos suspensos

1

A partir de 2025, vereadores do Recife vão receber até R$ 37,8 mil em salário e “penduricalhos”

1

Já diz o ditado: “Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai à Maomé”

1

Miguel Coelho firma compromisso por hospital regional em Ipojuca

1

“Serei a senadora das mulheres, da educação, da cultura, do emprego e oportunidade”