
O prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, voltou a comentar, nesta segunda-feira (9), as articulações políticas para as eleições deste ano e reforçou os nomes que integram o campo da Frente Popular de Pernambuco. As declarações ocorreram após fala feita no último sábado (8), durante o Baile Municipal do Recife, que ganhou repercussão no meio político.
Na ocasião, João Campos afirmou que o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) deverá permanecer no campo político da governadora Raquel Lyra (PSD), enquanto o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) seguirá alinhado ao seu projeto eleitoral. Segundo o prefeito, a declaração teve como objetivo dar mais clareza ao cenário político e evitar ambiguidades sobre os grupos que se desenham para a disputa estadual.
“Eu disse de forma muito clara e respeitosa que é importante a gente ter clareza dos times, da posição que cada um está jogando. Temos um grupo político da Frente Popular que está representado pelas suas lideranças”, afirmou.
João Campos destacou que fez questão de mencionar, durante o Baile Municipal, a presença de lideranças que já estão alinhadas ao seu grupo político. Entre os nomes citados estão Miguel Coelho, Sílvio Costa Filho e Marília Arraes, todos pré-candidatos ao Senado.
“Fiz questão de citar essas presenças porque são pré-candidatos que colocam seus nomes ao lado da Frente Popular, da qual também faço parte. São nomes que estão com a gente e acredito que esse time vai caminhar junto e fazer muito ainda pelo Estado”, declarou.
Federação União Progressista – O prefeito também comentou as expectativas em torno da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, e demonstrou confiança de que o bloco possa integrar o seu arco de alianças. Apesar de Miguel Coelho e Eduardo da Fonte estarem na mesma federação — e o progressista ser aliado da governadora Raquel Lyra — João ressaltou que a definição final dependerá da homologação do arranjo partidário pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Quando a federação é homologada, ela passa a ter um comando unificado. Quem estiver no PP ou no União, a decisão que a federação tomar vai ser seguida pelo conjunto dos partidos”, explicou.
Mesmo diante das divergências internas, João Campos afirmou acreditar na capacidade de articulação de Miguel Coelho dentro da federação. “Eu acredito na condução de Miguel Coelho dentro da federação”, reforçou.
Relação com Humberto Costa – Outro ponto abordado foi a ausência do nome do senador Humberto Costa (PT) na declaração feita durante o Baile Municipal. João Campos esclareceu que o parlamentar não esteve presente no evento por compromissos em Salvador, onde participou das comemorações pelos 46 anos do PT.
“Humberto estava em Salvador, mas conversei com ele durante a programação. Ele é senador da República e candidato à reeleição”, afirmou.
Na semana passada, Humberto Costa declarou que há uma tendência de aliança entre o PT e o PSB em Pernambuco, embora o partido ainda aguarde uma definição da direção nacional antes de formalizar o posicionamento para as eleições estaduais.











