
Líder do Governo na Assembleia Legislativa, a deputada Socorro Pimentel (UB) considera que o pedido de impeachment contra a governadora Raquel Lyra (PSD) “é uma cortina de fumaça” para encobrir “algo mais grave”. A deputada se refere à denúncia contra o prefeito do Recife, João Campos (PSB) por ter nomeado um procurador aprovado na 63ª posição e como primeiro colocado na cota de pessoas com deficiência e depois ter mudado a decisão. O pedido de impeachment foi protocolado, nesta segunda-feira (20), pelo deputado Romeno Albuquerque (UB).
“Na verdade, isso é uma grande cortina de fumaça. A gente entende que querem desviar os ilícitos que foram praticados pelo prefeito, pelo presidente nacional do PSB. A gente sabe que tudo foi para desviar o foco porque querem de todas as formas, não é a primeira vez, macular, manchar a imagem da governadora Raquel Lyra”, disse Socorro.
A deputada questionou se nomear um procurador que passou no concurso público da Prefeitura em 63º lugar como 1º colocado “não é mais grave” que o caso envolvendo os problemas da empresa de transportes Logo Caruaruense, que pertence ao pai da governadora, João Lyra Neto.
“Com certeza, foi para encobrir tudo que aconteceu. Foi uma denúncia muito grave. Tudo que aconteceu foi muito grave, às vésperas do Natal, do Ano Novo, com festa, achando que talvez ninguém fosse perceber. A gente está numa época de inclusão e não de exclusão, e foi feita uma exclusão muito séria. Uma exclusão com outro viés para cobrir outro mal feito do prefeito da cidade do Recife”, disparou.
Na sua avaliação, a oposição vai procurar esticar o assunto, na tentativa de desgastar Raquel Lyra. Até porque quem vai decidir se dá andamento ao pedido de impeachment é o presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto (PSDB). Contudo, Socorro Pimentel confia na soberania do plenário, onde a bancada governista é maioria.
*Com informações do Blog do Dantas Barreto











