
A ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), definiu uma lista tríplice exclusivamente feminina para preencher uma vaga destinada à advocacia na Corte. Os nomes indicados — Cristina Maria Gama Neves da Silva, Estela Aranha e Vera Lúcia Araújo — devem ser apreciados e votados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira. A proposta visa reforçar a representatividade feminina no TSE, especialmente com a saída das duas atuais ministras mulheres prevista para antes das eleições de 2026.
As três advogadas possuem carreiras marcadas pela atuação no campo jurídico e nos direitos humanos. Cristina Gama é desembargadora do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal; Estela Aranha foi secretária de Direitos Digitais no Ministério da Justiça; e Vera Lúcia, que já atua como ministra substituta no TSE, tem longa trajetória na defesa dos direitos humanos. Além dessa lista, o STF analisará uma segunda relação de nomes masculinos, incluindo os atuais ministros Floriano de Azevedo Marques e André Ramos Tavares, que buscam recondução.
A decisão de separar os nomes em duas listas, em vez de uma única lista sêxtupla, é interpretada como um sinal político. Cármen Lúcia quer destacar a importância de manter uma presença feminina no tribunal eleitoral durante o pleito de 2026, quando ela própria e a ministra Isabel Gallotti já terão encerrado seus mandatos. A indicação também envia um recado direto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem caberá a nomeação final após a votação do STF.
O modelo de nomeação para ministros da classe dos advogados ocorre em duas etapas: o STF vota a lista tríplice e, posteriormente, o presidente da República escolhe um dos nomes para assumir a vaga. A movimentação atual ocorre devido ao fim dos mandatos dos ministros André Ramos Tavares e Floriano de Azevedo Marques, nomeados há dois anos, e abre espaço para renovar a composição do tribunal com maior equilíbrio de gênero.











