
O entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem recomendado que o petista mantenha uma distância segura do conflito entre Israel e Irã. A justifica é de que, no ano passado, ao tentar mediar os conflitos entre Ucrânia e Rússia e entre Israel e Hamas, o mandatário brasileiro, embora com boas intenções, acabou gerando desgaste. As informações são da CNN Brasil.
No ápice da guerra entre Israel e Hamas, Lula comparou as ações das forças israelense em Gaza ao holocausto –genocídio cometido por Hitler contra os judeus na Segunda Guerra. As declarações foram utilizadas como “munição” política pela oposição e foram consideradas um dos fatores, segundo institutos de pesquisa, que solidificaram a rejeição do eleitorado evangélico ao presidente petista.
Por isso, a orientação é que as manifestações sejam conduzidas pela diplomacia brasileira e que, se questionado, Lula faça declarações genéricas, como em defesa de um entendimento que evite um conflito armado.
No Palácio do Planalto, a percepção é de que já é hora de o presidente dar prioridade à agenda interna brasileira e evitar que posicionamentos internacionais ofusquem as conquistas da atual gestão.
Em comunicado divulgado no sábado, 13, o Itamaraty disse que o governo brasileiro acompanha com “grave preocupação” os “relatos sobre o envio de drones e mísseis do Irã em direção a Israel”.
Com informações do UOL











