
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou, nesta terça-feira (27), que a Polícia Civil agiu dentro da legalidade ao investigar uma denúncia de suposto monitoramento irregular envolvendo o chefe de Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Queiroz Monteiro. Segundo a gestora, a atuação policial ocorreu após o recebimento de uma denúncia grave de corrupção.
“A polícia recebeu uma denúncia grave de corrupção e cumpriu o seu papel investigativo dentro da legalidade, como sempre faz”, declarou a governadora.
Raquel Lyra falou sobre o assunto durante um evento realizado no Museu Cais do Sertão, no Bairro do Recife, onde participou da gravação de um videocast voltado à discussão de direitos femininos. O vídeo com a declaração foi divulgado posteriormente em seu perfil oficial no Instagram.
“Nós somos um governo que respeita as leis e trabalha para garantir transparência e isonomia. Ninguém está acima da lei. É fundamental combater a corrupção, e foi exatamente isso que a Polícia Civil fez”, reforçou.
A manifestação da governadora ocorreu um dia após o prefeito do Recife, João Campos (PSB), se posicionar publicamente sobre o caso. Em vídeo publicado nas redes sociais, o gestor municipal classificou o monitoramento como “imoral” e anunciou que irá acionar a Justiça para responsabilizar os envolvidos.
De acordo com a denúncia divulgada no fim de semana, um veículo funcional utilizado por Gustavo Monteiro teria sido monitorado por policiais civis entre os meses de agosto e outubro de 2025, período em que o carro chegou a receber um rastreador. Ainda segundo as informações, o irmão do secretário, Eduardo Monteiro, também teria sido alvo de monitoramento.
Na segunda-feira (26), o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, confirmou a existência do monitoramento e explicou que a ação foi motivada por uma denúncia anônima sobre possível recebimento de propina relacionada ao uso do veículo oficial. Ele afirmou ainda que a apuração preliminar não resultou na abertura de inquérito policial, uma vez que não foram identificados indícios de ilegalidade.
A Secretaria de Defesa Social também confirmou a existência de um grupo de WhatsApp formado por agentes e delegados da Polícia Civil, denominado “Nova Missão”, no qual eram compartilhadas informações sobre a rotina do secretário.











