
A quatro dias do primeiro turno das eleições para o Governo de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL) voltam a ficar frente a frente nesta quinta-feira (1º), no último debate da campanha, promovido pelo Sistema Jornal do Commercio. O encontro começa às 10h45, com transmissão pela TV Jornal, Portal JC, TV Jornal Interior e plataformas digitais do grupo.
Depois de uma campanha marcada por trocas de acusações, números de pesquisas próximos e uma escalada no tom dos confrontos, o debate chega como a última oportunidade de os candidatos responderem diretamente aos adversários antes da votação de domingo (4).
O encontro da TV Globo, na terça-feira (29), mostrou Raquel e João adotando uma postura mais ofensiva. A governadora levou ao debate o caso de Fábio Tyrone, candidato do PSB na Paraíba condenado por violência doméstica, questionando a relação do partido com o episódio.
João, por sua vez, voltou a explorar a fala de Raquel sobre uma possível laqueadura “sem ela saber” e também cobrou resultados da gestão estadual em áreas como saúde, escolas técnicas e segurança. Os dois ainda trocaram acusações sobre entregas e resultados de suas respectivas gestões.
A dinâmica deve se repetir nesta quinta, mas com uma diferença importante: não haverá outro debate depois para responder ao que for dito.
Um elemento novo entrou no cenário nas últimas horas e pode chegar ao estúdio da TV Jornal: o caso envolvendo Carlos Costa, candidato a vice de João Campos.
Reportagem da Veja publicada nesta quarta-feira (30) revelou mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e seu advogado nas quais o empresário aparece sendo tratado como alguém estratégico para a manutenção de pagamentos de R$ 100 mil mensais relacionados a uma consultoria ligada a Carlos Costa.
O debate desta quinta-feira acontece em um momento em que os dois principais candidatos chegam ao fim da campanha com um eleitorado ainda em disputa. Na Quaest divulgada na terça, Raquel e João apareceram com 42% cada na pesquisa estimulada.
Os próprios candidatos reconheceram nesta quarta-feira que os debates podem alcançar eleitores que ainda não estão completamente definidos.









