
A oposição na Câmara dos Deputados cobrou, nesta quarta-feira (4), uma reação do presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), à ordem de prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A manifestação veio por meio de uma nota oficial assinada pela liderança da oposição, atualmente sob responsabilidade do deputado federal Sanderson (PL-RS). No texto, os parlamentares exigem que a Presidência da Câmara se posicione “com firmeza e urgência” diante do caso.
“A Presidência da Câmara dos Deputados — na figura do presidente Hugo Motta — tem o dever constitucional, institucional e moral de se manifestar com firmeza e urgência”, diz o documento.
O grupo também solicita que a decisão do STF seja levada ao plenário da Câmara, como prevê a Constituição Federal. “Qualquer omissão nesse sentido significará não apenas a conivência com mais um atropelo, mas a renúncia, por parte desta Casa, de sua própria autoridade e de suas prerrogativas institucionais”, afirma a nota.
Mais cedo, Hugo Motta declarou que seguirá o rito previsto no regimento interno da Câmara. Segundo ele, o plenário será o responsável por decidir se mantém ou revoga a prisão. O STF tem até 24 horas para comunicar formalmente a decisão ao Legislativo.
PRISÃO E FUGA
Zambelli teve a prisão preventiva decretada por envolvimento na invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela inserção de documentos falsos. A ordem inclui ainda a solicitação à Polícia Federal para incluí-la na lista de difusão vermelha da Interpol, tornando-a procurada internacionalmente.
Na terça-feira (3), a deputada anunciou que havia deixado o Brasil. Em entrevista à CNN, confirmou que atravessou a fronteira para a Argentina antes de embarcar para os Estados Unidos, onde está atualmente.











