
Uma gravação obtida com exclusividade pela coluna revela novos detalhes sobre o esquema criminoso liderado pelo empresário Alex Rezende Parente. Na conversa, compartilhada por meio do WhatsApp, um investigado solicita R$ 200 mil à quadrilha, justificando que o valor seria necessário para “monetizar em Brasília”. O áudio faz parte do inquérito que resultou na Operação Overclean, ação que expôs a ramificação de uma organização criminosa que operava com influência política e direcionamento ilícito de recursos públicos.
O grupo desviava recursos de contratos públicos por meio de fraudes licitatórias e superfaturamento. Esses valores eram redistribuídos em forma de propinas, utilizando empresas fantasmas para ocultar o fluxo financeiro.
Os contratos fraudados, muitos deles relacionados ao Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), movimentaram aproximadamente R$ 1,4 bilhão. Parte desses recursos foi utilizada para beneficiar agentes públicos e operadores políticos em Brasília, facilitando a liberação de emendas e convênios para obras superfaturadas em diversas regiões do país.
Além do núcleo central da organização criminosa, formado por Alex Parente, Fábio Parente e outros líderes, a investigação aponta para a cooptação de servidores públicos e advogados. Servidores facilitaram fraudes licitatórias e aprovações de contratos superfaturados, enquanto advogados utilizaram suas prerrogativas para dificultar o rastreamento de atividades ilícitas.
Em uma das conversas interceptadas, Alex Parente menciona dificuldades em “faturar” e reclama de atrasos em pagamentos de junho e julho. O grupo teria movimentado cerca de R$ 825 milhões em contratos públicos apenas em 2024, utilizando empresas como Allpha Pavimentações e Larclean Ambiental.
Com informações do Metrópoles











