
Pesquisa do Instituto Conecta divulgada nesta terça-feira (14) mostra a governadora Raquel Lyra (PSB) e o ex-prefeito João Campos (PSB) novamente empatados tecnicamente na disputa ao Governo do Estado.
Na intenção de voto espontânea, quando o eleitor cita em que votaria sem que nomes sejam apresentados como opções, Raquel Lyra lidera com 29,2% dos votos, e João tem 24,6%. Não sabem ou não responderam, 42,1%.
No cenário estimulado, quando são apresentados os nomes, Raquel tem 42,4% e João 40,4%, seguidos por Ivan Moraes (PSOL) com 0,4%. Ou seja, os dois aparecem tecnicamente empatados.
A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de junho, e contou com 2,1 mil entrevistas em 53 municípios pernambucanos. A margem de erro é de 2,14 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número 04263/2026.
VANTAGEM – O pré-candidato do PSB e ex-prefeito do Recife, João Campos, ganha ampla vantagem na pesquisa de intenções de voto ao Governo do Estado quando a pesquisa do Instituto Conecta apresenta um cenário estimulado citando apoios nacionais.
Quando João é vinculado ao presidente Lula (PT) e a governadora Raquel Lyra (PSD) ao presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), ele tem 45,1% dos votos e a gestora tem 35,8%.
Quando João é vinculado a Lula (PT) e Raquel ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), o socialista tem 47,5% e ela 34,1%.
POLÊMICA – O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) chegou a conceder, na última quinta (9), uma liminar que determinou a suspensão imediata da divulgação de parte dos resultados da pesquisa do Instituto Conecta para o Governo do Estado. A ação, que foi protocolada pelo diretório estadual Solidariedade, argumentava que o questionário apresentava suposto “vício insanável” na pergunta nº 4, por submeter os entrevistados aos três cenários de intenção de voto baseados em apoios políticos nacionais, mas de uma forma que poderia induzir ao erro.
Segundo a representação, essa estrutura não mede a intenção de voto de forma neutra, mas induz o entrevistado por meio da identificação ideológica. Na ocasião, ficou determinado que, em caso de descumprimento da suspensão parcial da divulgação, seria aplicada uma multa diária de R$ 10 mil.











