
Representando a governadora Raquel Lyra, a vice-governadora Priscila Krause abriu a segunda edição do Congresso Pernambucano de Inovação e Integração em Saúde (CPIIS). Na cerimônia, ela classificou como inovação a série de reformas e ampliações que o governo de Pernambuco vem realizando nos principais hospitais da rede estadual, que historicamente careciam até de itens básicos, como contratos de manutenção predial. “Inovação aqui em Pernambuco é a gente trocar o telhado dos hospitais”, resumiu, citando os atuais contratos de manutenção e a retirada de estruturas obsoletas dos prédios de saúde.
Além das intervenções físicas, a vice-governadora destacou mudanças na rotina de trabalho das equipes de saúde, com foco na comunicação entre profissionais. Ela citou a adoção do “huddle”, prática de reuniões rápidas e diárias em que as equipes alinham informações sobre leitos, insumos e ocorrências do plantão. O método foi incorporado à rede estadual a partir de uma referência do Hospital Israelita Albert Einstein, um dos principais centros de excelência em gestão hospitalar do país.
A secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti, ressaltou que os avanços em inteligência artificial não substituem a comunicação como ferramenta de cuidado. Para ela, tecnologia e escuta caminham juntas na saúde pública. “A gente costuma pensar em inteligência artificial quando fala de tecnologia, mas precisa lembrar de uma outra tecnologia que é a comunicação, tão importante dentro da nossa instituição e que também faz parte do cuidado”, afirmou.
Priscila Krause também defendeu que o acolhimento e a comunicação com o paciente são tão determinantes quanto a infraestrutura e a tecnologia para a qualidade do atendimento no SUS. Segundo ela, equipamentos modernos e profissionais qualificados não bastam se o paciente não compreende o que está acontecendo com seu quadro de saúde. “Eles podem estar no melhor equipamento, sendo atendidos pelos melhores profissionais, mas se a gente não os compreender, e eles não nos compreenderem, eles não se sentirão seguros”, afirmou.
A vice-governadora rebateu ainda críticas de que as reformas em unidades como o Hospital da Restauração seriam intervenções apenas estéticas. Segundo ela, os trabalhos revelaram problemas estruturais antigos da unidade, como uma rede de esgoto deteriorada sob a cozinha e o refeitório, responsável por mau cheiro e pela presença de ratos e baratas no local.
Para Priscila Krause, identificar e corrigir esse tipo de falha exige compromisso de gestão. “Ninguém nunca teve a capacidade de quebrar aquele piso, de mexer no entorno daquele ralo, para saber o que estava acontecendo. Mas quando existe uma liderança comprometida, sabe que por trás de cada contratação, de cada reforma, tem uma pessoa que, por muito tempo, não foi vista, não foi ouvida e não foi cuidada”, disse.












