
Um anúncio feito nesta segunda-feira (3) pelo bilionário Elon Musk pode comprometer quase metade da ajuda humanitária no mundo.
Em uma transmissão em sua rede social X, Musk, que comanda o departamento do governo de Donald Trump para reduzir gastos de Estado (DOGE, na sigla em inglês), anunciou que pretende fechar a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USaid, na sigla em inglês).
Musk disse que Trump concordou com a ideia.
Criada no auge da Guerra Fria, a USaid coordena e distribui toda a ajuda dos Estados Unidos enviada para situações de conflitos ou emergências pelo mundo.
Só em 2024, a USaid respondeu por nada menos que 42% de toda a ajuda humanitária do mundo rastreada pela Organização das Nações Unidas (ONU).
A agência foi oficialmente criada após o Congresso aprovar a proposta em 1961, e Kennedy torná-la lei. Na ocasião, o então presidente também assinou uma ordem executiva estabelecendo a USaid como uma agência independente.
Desde o início deste ano, no entanto, a USaid tem sido um dos alvos de ataques de Trump contra órgãos do governo norte-americano.
A agência, que tem mais de 10 mil funcionários, é também o maior doador individual do mundo.
No ano fiscal de 2023, os EUA destinaram por meio da agência um total de US$ 72 bilhões (cerca de R$ 420,7 bi) em ajuda humanitária para diversas áreas, incluindo saúde feminina em zonas de conflito, acesso à água potável, tratamentos para HIV/AIDS, segurança energética e combate à corrupção.
Os EUA são de longe o maior doador do planeta de ajuda humanitária — ainda assim, o país gasta, anualmente, menos de 1% de seu orçamento em assistência estrangeira, valor proporcionalmente menor do que diversos países.
Funcionários ‘fora do escritório’
Funcionários da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USaid, na sigla em inglês), que o bilionário Elon Musk disse que quer fechar, foram instruídos nesta segunda-feira (3) a não entrar na sede da agência, em Washington, que ficou fechada.
Na madrugada desta segunda, Musk defendeu que a USaid deve ser fechada e disse que o presidente dos EUA concordou em encerrá-la.
Nesta manhã, funcionários da USaid receberam um aviso por e-mail pedindo para que “fiquem fora” da sede da agência, responsável por 40% de toda a ajuda humanitária no mundo e o maior doador individual de ajuda no planeta.
Seiscentos funcionários também relataram que tiveram seus acessos aos sistemas de computador da agência bloqueados já na noite de domingo (2). Já os que ainda tinham acesso ao sistema receberam e-mails dizendo que “sob a direção da liderança da agência”, o prédio da sede “será fechado para o todo o pessoal na segunda-feira, 3 de fevereiro”.
Na mensagem, o novo administrador interino da USaid, Jason Gray, disse que a agência identificou “várias ações dentro da Usaidque parecem ter sido projetadas para contornar as ordens executivas do presidente e o mandato do povo americano”.
“Como resultado, colocamos vários funcionários da Usaid em licença administrativa com pagamento integral e benefícios até novo aviso enquanto concluímos nossa análise dessas ações”, escreveu Gray.
O bilionário Elon Musk afirmou nesta segunda-feira (3) que deve fechar a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USaid, na sigla em inglês), órgão de ajuda externa do governo norte-americano.
Musk, CEO da rede social X, da Tesla e da Space X, também lidera atualmente um departamento do governo de Donald Trump para reduzir gastos de Estado, o DOGE, na sigla em inglês.
“Ficou evidente que não se trata de uma maçã com um verme dentro, o que temos é simplesmente um ninho de vermes. Temos que nos livrar de tudo, está além de qualquer conserto. Vamos fechá-la”, disse Musk durante uma transmissão de áudio ao vivo no X com seu ex-companheiro no comando do DOGE, o também bilionário Vivek Ramaswamy e os senadores republicanos Joni Ernst e Mike Lee.
Ele afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, concorda que a agência deve ser fechada.
Na madrugada desta segunda, Musk defendeu que a USaid deve ser fechada e disse que o presidente dos EUA concordou em encerrá-la.
Nesta manhã, funcionários da USaid receberam um aviso por e-mail pedindo para que “fiquem fora” da sede da agência, responsável por 40% de toda a ajuda humanitária no mundo e o maior doador individual de ajuda no planeta.
Seiscentos funcionários também relataram que tiveram seus acessos aos sistemas de computador da agência bloqueados já na noite de domingo (2). Já os que ainda tinham acesso ao sistema receberam e-mails dizendo que “sob a direção da liderança da agência”, o prédio da sede “será fechado para o todo o pessoal na segunda-feira, 3 de fevereiro”.
Na mensagem, o novo administrador interino da USaid, Jason Gray, disse que a agência identificou “várias ações dentro da Usaidque parecem ter sido projetadas para contornar as ordens executivas do presidente e o mandato do povo americano”.
“Como resultado, colocamos vários funcionários da Usaid em licença administrativa com pagamento integral e benefícios até novo aviso enquanto concluímos nossa análise dessas ações”, escreveu Gray.
Com informações do G1









