
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), rebateu no último domingo (1º) as acusações feitas pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), de que a Polícia Civil do estado teria realizado uma suposta espionagem ilegal contra servidores da prefeitura.
Em vídeo publicado no Instagram, a governadora afirmou que não há qualquer orientação do governo estadual para perseguir pessoas ou instituições. “Liderar é ter a coragem e a responsabilidade de explicar com verdade aquilo que precisa ser dito. Não existe, por parte do governo de Pernambuco, nenhuma orientação de perseguir quem quer que seja. Por outro lado, é importante dizer que, sob o meu comando, nada nem ninguém deixará de ser investigado se houver indícios suficientes para isso”, declarou.
Raquel Lyra também ressaltou a autonomia da Polícia Civil. “A Polícia Civil de Pernambuco é uma instituição de Estado, com autonomia e responsabilidade funcional. Ela não pertence a governos, não serve a interesses políticos e jamais será instrumento de ninguém. Não é hora de distorcer fatos nem de transformar um tema técnico em palco eleitoreiro. Eu sigo aqui fazendo aquilo para o qual fui eleita: governar e trabalhar”, acrescentou.
Entenda o caso
Na semana passada, em entrevista à CNN, o prefeito João Campos denunciou o que classificou como “arapongagem clandestina”, ao comentar uma reportagem veiculada na imprensa envolvendo a Polícia Civil de Pernambuco.
Segundo ele, houve a instalação de um rastreador adquirido pela internet em um veículo da Prefeitura do Recife. Campos afirmou que, apesar de a investigação ter sido arquivada posteriormente e não ter sido encontrado qualquer indício de irregularidade por parte dos investigados, o procedimento teria sido realizado de forma clandestina.
“Foi feito um ato criminoso. Ao final de tudo isso, quando a televisão repercute a matéria, anunciam que a investigação clandestina foi arquivada, que nada foi encontrado contra as pessoas investigadas, que são inocentes. Não vale tudo dentro da polícia, e isso precisa ser denunciado”, afirmou o prefeito, acrescentando que adotará todas as medidas cabíveis para que o caso não fique impune.
Questionado se havia procurado a governadora para tratar do assunto, João Campos disse que não, afirmando que fará os encaminhamentos “de forma oficial”. “Não devo nenhuma explicação. Pelo contrário, tem muita gente que vai ter que se explicar nisso”, declarou.
A CNN informou que entrou em contato com a Polícia Civil de Pernambuco para comentar o caso e aguarda resposta.
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