
De acordo com a PF, a investigação aponta para a existência de uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos vindos de emendas parlamentares, por meio do direcionamento de licitações para empresa vinculada ao grupo.
Em seguida, os valores desviados eram encaminhados para o pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio.
O inquérito aponta para o envolvimento de integrantes da família Coelho, entre eles o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE) e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho.
No núcleo do esquema, aparece a empresa Liga Engenharia LTDA., que, de forma considerada atípica pelos investigadores, acumulou mais de R$ 100 milhões em contratos de pavimentação em Petrolina desde 2017.
A defesa do ex-senador Fernando Bezerra Coelho e do deputado Fernando Filho informa que ainda “não teve acesso à decisão do ministro Flávio Dino. Os mandados vieram desacompanhados dos motivos que ensejaram as medidas cautelares. Após o acesso aos a autos, a defesa irá se manifestar”.
Em nota, o ex-senador e ex-ministro Fernando Bezerra Coelho afirmou que “todos os recursos provenientes de emendas parlamentares foram corretamente destinados, tendo sido observada a lisura do procedimento”.
Leia a íntegra da nota de Fernando Bezerra Coelho:
“A defesa não obteve acesso integral aos autos. Contudo, em análise preliminar da decisão que deferiu a busca e apreensão no âmbito da PET 10.684, esclarece que todos os recursos provenientes de emendas parlamentares foram corretamente destinados, tendo sido observada a lisura do procedimento.
A defesa confia que os órgãos beneficiados observaram rigorosamente as melhores práticas de governança e execução dos recursos recebidos.
Por meio da decisão, destacamos que alguns fatos já foram objeto de apuração pelo STF com o consequente arquivamento (INQ 4513).
A defesa destaca ainda, que segundo consta na decisão do ministro Flávio Dino, a PGR manifestou-se contra as medidas postuladas pela polícia federal.
Todos os fatos serão devidamente esclarecidos e, ao final, ficará demonstrado que não há qualquer conduta ilícita praticada pelos investigados.”











