
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, prestou esclarecimentos nesta quinta-feira (15) à Comissão de Transparência do Senado sobre fraudes em descontos não autorizados aplicados a aposentados e pensionistas do INSS. Durante a audiência, ele classificou o caso como “de extrema gravidade” e afirmou que o presidente Lula determinou a apuração até as últimas consequências para proteger os segurados. O pedido de explicações foi feito pelos senadores Sergio Moro, Eduardo Girão, Dr. Hiran e Marcos Rogério.
Segundo Wolney, as fraudes começaram a ser denunciadas ainda em 2019, quando o processo de revalidação foi suspenso, permitindo que 11 empresas fraudulentas se credenciassem ao INSS. “O ladrão entrou na casa entre 2019 e 2022”, disse o ministro, responsabilizando brechas da gestão anterior pela abertura do esquema. As empresas agiam realizando descontos indevidos diretamente nos benefícios dos segurados.
Para conter os danos, o governo federal acionou a Polícia Federal, a CGU e a AGU, resultando no bloqueio de R$ 2,56 bilhões e na suspensão imediata dos descontos em folha. Também foi criada uma força-tarefa jurídica para combater as fraudes e recuperar os valores desviados. Segundo o ministro, o plano de resposta foi “firme” e está em execução.
Wolney também destacou o esforço para manter os beneficiários informados, com o envio de notificações a mais de 27 milhões de pessoas por meio do aplicativo Meu INSS. Após suas declarações iniciais, a comissão deu início aos questionamentos dos senadores autores do pedido, centrados na responsabilização dos envolvidos e na prevenção de novos casos.











