
A Câmara dos Deputados manteve fora da pauta de votações a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com o foro privilegiado. A decisão ocorreu após reunião de líderes da Casa, em meio a um cenário de tensão entre Hugo Motta e a oposição. A informação é de Isabel Mega no CNN Novo Dia.
A estratégia da oposição tem sido clara: obstruir os trabalhos tanto no plenário principal quanto nas comissões até que haja sinalizações sobre o andamento de pautas específicas, como a do foro privilegiado. A PEC em questão ganhou destaque por despertar interesse que ultrapassa as fronteiras partidárias, alcançando também parlamentares de centro.
Estratégia e Resistência
Motta tem optado por seguir uma agenda própria, evitando ceder às pressões. Esta postura reflete um distanciamento que se intensificou após os recentes episódios de ocupação do plenário da Casa. A obstrução atual, diferentemente de ocasiões anteriores, segue estritamente os parâmetros regimentais, sem manifestações físicas.
Além da PEC do foro privilegiado, outro tema em discussão é a chamada “PEC da blindagem”, que propõe a necessidade de autorização das mesas diretoras das duas casas para operações contra parlamentares. No entanto, mesmo com a pressão, Motta mantém o controle sobre o que entra ou não na pauta de votações.
Em resposta a temas urgentes, como o caso Felca, a presidência da Câmara tem demonstrado agilidade em propor soluções, como a avaliação do projeto de lei que trata de conteúdos referentes a menores de idade em ambientes digitais, já aprovado no Senado Federal.
Com informações do CNN-Brasil











